As autoridades alfandegárias da China disseram, nesta terça-feira 23 de novembro, que aceitarão pedidos de importação de carne bovina brasileira que tenha recebido certificado sanitário antes de 4 de setembro, potencialmente permitindo que os carregamentos retidos nos portos chineses finalmente sejam liberados na alfândega.
O Brasil suspendeu as exportações de carne bovina para a China em 4 de setembro após detectar dois casos atípicos de doença da vaca louca, mas a carne que já estava nos portos continuou sendo exportada, com a maior parte não conseguindo passar pela alfândega na chegada à China.
Os casos foram considerados “atípicos” por serem de um tipo espontâneo, e não por transmissão no rebanho. De acordo com a Organização Internacional de Saúde Animal (OIE, na sigla em inglês), casos “atípicos” não oferecem riscos à saúde humana e animal, e são em geral detectados em bovinos mais velhos.
A alfândega chinesa atualizou seu site nesta terça-feira para informar que agora está aceitando pedidos de importação de carne bovina certificada antes da suspensão. Não ficou claro quanto tempo esses procedimentos levariam ou a quantidade de produto presa no limbo desde a suspensão.
O Brasil é o principal fornecedor de carne bovina da China, atendendo a cerca de 40% de suas importações, e os compradores esperavam inicialmente que o comércio fosse retomado em algumas semanas.
Desde que os casos em bovinos foram anunciados, o Brasil também notificou dois casos de distúrbio neurodegenerativo em pessoas, embora autoridades tenham dito que eles não estavam relacionados ao consumo de carne bovina.
Exportações alcançam 58,7 mil t na 3ª semana de novembro

A Secretária Comércio Exterior (Camex) reportou que o volume exportado de carne bovina fresca, refrigerada e congelada alcançou 58,7 mil toneladas na terceira semana de novembro/21, sendo que o total exportado ficou em 167,7 mil toneladas no mesmo período do ano passado.
A média diária exportada ficou em 4,8 mil toneladas na terceira semana de novembro, na qual teve um recuo de 41,62% frente à média exportada no mês de novembro do ano passado, que ficou em 8,3 mil toneladas.
De acordo com o Analista de Mercado da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o desempenho dos embarques de carne bovina segue lento e o mercado continua aguardando a retomada das compras da China. “A nossa maior preocupação está nos estoques de carnes que estão parados nas câmaras frias. Com o ritmo lento das exportações, o estoque deve ser destinado ao mercado interno”, informou.
Os preços médios na terceira semana de novembro ficaram próximos de US$ 4.932 por tonelada, na qual teve uma alta de 12,02% frente aos dados divulgados em novembro de 2020, que registraram o valor médio de US$ 4.402,7 por tonelada.
Fonte: Agência Brasil/Notícias Agrícolas
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Crédito: Agência Brasil/Marcello Casal Jr.
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