Brasil defende livre comércio na agricultura para segurança alimentar global em NY

24 de maio de 2022

Em reunião realizada no dia 18 com ministros de mais de 30 países, o Ministro Marcos Montes disse que o Brasil está ciente de sua responsabilidade como fornecedor confiável de alimentos, mas depende da integração das cadeias produtivas
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Em reunião realizada no dia 18 com ministros de mais de 30 países, o Ministro Marcos Montes disse que o Brasil está ciente de sua responsabilidade como fornecedor confiável de alimentos, mas depende da integração das cadeias produtivas
Objetivo do evento é identificar os principais desafios e mobilizar ações para enfrentar a insegurança alimentar global – Foto: UN Photo/Manuel Elías

Na reunião ministerial Global Food Security – Call to Action, organizada pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, que reúne ministros de mais de 30 países na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York (EUA), o Brasil, representado pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Marcos Montes, defendeu o livre-comércio na agricultura, de modo a promover a prosperidade e contribuir com a luta contra a fome e a má-nutrição mundial.

Para o ministro brasileiro é preciso estimular um ambiente de negócios que permita um fluxo desimpedido do comércio internacional de alimentos e insumos. “Em um mundo interdependente e interconectado, nenhum país pode manter-se isolado e prosperar. A segurança alimentar, enquanto meta comum, é responsabilidade de todos”, disse.

Os impactos do conflito na Ucrânia foram lembrados por representantes de diversos países no evento. De acordo com o ministro brasileiro, os efeitos da guerra desestruturaram profundamente as cadeias globais de suprimentos de commodities, fazendo com que insumos essenciais, como os fertilizantes, fiquem expostos ao risco da escassez e da alta de preços.

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Ministro Marcos Montes representou o Brasil no Global Food Security – Call to Action – Foto: UN Photo/Manuel Elías
 

Brasil consciente

Segundo o ministro, o Brasil está ciente de sua responsabilidade como fornecedor confiável de alimentos de qualidade, pois é um dos únicos países do mundo capazes de aumentar sua produção sem incorporar novas áreas à atividade produtiva. No entanto, o sucesso do modelo brasileiro depende da integração das diversas cadeias produtivas de insumos e de produção de alimentos. “No mundo globalizado, produzir não significa apenas plantar e colher. Inclui, também, garantir o suprimento de sementes, fertilizantes, defensivos e combustíveis, combinar tudo isso com tecnologia e distribuir os gêneros alimentícios pelo planeta”, destacou Marcos Montes.

Vale destacar que o Brasil alcançou a posição de um dos maiores produtores e exportadores de alimentos do planeta com o desenvolvimento de um modelo de agricultura tropical altamente eficiente. Nas últimas cinco décadas, o país usou a tecnologia para expandir a produção a partir do aumento da produtividade com sustentabilidade, alcançando até três colheitas por ano na mesma área.

Reuniões Bilaterais

Em outra oportunidade, ainda no evento, Marcos Montes teve reuniões bilaterais com o Enviado Especial do Departamento de Estado para a Segurança Alimentar Global, Cary Fowler, e com a Vice-Secretária Geral das Nações Unidas, Amina Mohamed. Nos encontros, ele ressaltou a disposição do Brasil em cooperar no contexto da atual crise de segurança alimentar.

Ao representante do governo americano, Marcos Montes disse que Brasil e Estados Unidos podem cooperar na definição de prioridades conjuntas de pesquisa em agricultura sustentável, na defesa da ciência como princípio orientador do progresso na agricultura e na disseminação de boas práticas produtivas para aprimorar a contribuição da agricultura para a ação climática.

Montes também destacou o papel da ONU, juntamente com a FAO e outras agências, de promover um fluxo desimpedido de alimentos e insumos, não apenas comercial, mas também humanitário.

Fonte: Mapa

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