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Brasil deve bater novo recorde de vendas internacionais de carne bovina em 2021

Sobretudo, contando com o pioneirismo brasileiro em rastreabilidade, um dos maiores bancos de informação e identificação individual de bovinos do mundo
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Depois de o Brasil bater novo recorde de vendas internacionais de carne bovina em 2020, com mais de 2 milhões de toneladas, em 2021 pode avançar ainda mais. Principalmente, nos negócios com os importadores, mas sem esquecer do próprio mercado interno. Sobretudo, usando duas importantes armas. A primeira é o arsenal de dados coletados nas duas últimas décadas pelo Sistema de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (SISBOV).

Antes de mais nada vale esclarecer que o SISBOV foi criado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) como ferramenta de controle sanitário e fiscalização das propriedades rurais. Estas que cumprem protocolos internacionais e exportam a mercados mundiais mais exigentes, como a União Europeia.

Trata-se de um sistema de rastreamento individual dos animais que vigora há vinte anos, com milhões de cabeças de gado registradas, do nascimento ao abate. Um banco de dados sem comparação entre os maiores países produtores e exportadores do planeta. Uma certificação que, atualmente, permite ao pecuarista receber até R$ 4 a mais por arroba comercializada, levando mais lucro para toda a cadeia, premiando o produtor, valorizando os negócios dos frigoríficos, obtendo proteína de qualidade para comercialização e ganhando a confiança dos consumidores internacionais.

Gestão da CNA na SISBOV 

Outra ferramenta é uma data histórica para a pecuária brasileira, a carne bovina e a comercialização de alimento de qualidade nas fazendas do país. Em fevereiro, o MAPA finalizou o processo de transição da gestão do SISBOV para a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA), que já vinha atuando desde 2009 na gestão de protocolos no país.

De acordo com a Associação Brasileira de Empresas de Certificação (ABCAR), o Brasil é pioneiro em rastreabilidade, possui um dos maiores bancos de informação de bovinos do mundo, mas ainda não explora devidamente esta rica fonte de dados. Portanto, precisa usá-la de forma global, e para o produtor também, que está na lida, no dia-a-dia, para ele ter mais ganhos, maior competitividade e mudar efetivamente o seu negócio.

Parcerias importantes

A Associação também tem vaga garantida na Câmara Temática da Agricultura Orgânica, na Câmara Setorial da Carne Bovina, e representa os pecuaristas clientes junto às outras entidades, como a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) e o próprio MAPA. É uma nova sistemática em processos de certificação. Uma visão construída e sedimentada ao longo desses últimos dez anos.

O Governo Federal segue como o responsável perante os outros países, mas cada vez menos na operação propriamente dita. São quase 20 anos com a cadeia produtiva exportando carne bovina de qualidade para a Europa. Trabalho de pecuaristas, certificadoras, fabricantes de equipamentos, o MAPA, agentes particulares e várias entidades de classe. O Ministério tem o objetivo final de apenas emitir o certificado internacional, que é competência da autoridade governamental.

É uma dinâmica melhor, mais rápida. O protocolo conduzido pela classe produtiva e pelas empresas que fizeram história na Certificação Europa vai chegar a uma aplicabilidade mais eficiente na fazenda, auxiliando ainda as empresas e a indústria do setor. E também poderemos atuar no sentido de criar novos protocolos. Estamos vivendo uma nova realidade.

Certificação

As empresas certificadoras têm aproximadamente dois mil clientes que exportam carnes para a Europa, o continente mais rigoroso na compra de carne bovina, com rastreabilidade dos rebanhos no período de confinamento (100 dias) e a partir da desmama (Cota Hilton). No Sisbov, são 120 mil toneladas por ano. Na Cota Hilton, mais exigente, não consegue ocupar totalmente o limite de comercializar 65 mil toneladas anuais.

A certificação é um procedimento importante para acessar qualquer mercado. É um procedimento sem igual no mundo. Não é amostragem. Todos os animais são rastreados. E ainda possibilita às fazendas ganhos paralelos na gestão do negócio, comercialização dos animais, nos preços mínimos maiores, controles sobre ração, nas dietas, na armazenagem, seleção dos animais e nos custos gerais.

2021, ando de subir degraus

Para auxiliar a pecuária brasileira moderna e o sistema de informação do segmento, a ABCAR projeta para 2021 um período de subir degraus, vencer os desafios, juntar empresas similares de atuação, mostrar que a rastreabilidade não onera o produtor. Sobretudo, os assentos nas câmaras são fundamentais para a tomada de decisões nas áreas de carne bovina e orgânicos.

Contudo, a Associação quer ainda valorizar o mercado e trazer benefícios para o produtor que contrata a ABCAR, que está ao lado da CNA e do pecuarista para uma parceria mais estruturada. A ideia é construir uma parceria positiva para todos os elos da cadeia produtiva. É um novo momento, um avanço para o setor, que assume os reais benefícios e custos da operação. Com informação, transparência e união. Um passo importante na modernização da Pecuária do Brasil.

Fonte: Assessoria