Caminhoneiros na Argentina iniciaram uma greve por tempo indeterminado nesta segunda-feira (11/04) para exigir tarifas mais altas para o transporte de grãos e gado, o que pode afetar as exportações de grãos durante um momento importante da safra.
A Argentina, maior exportador mundial de derivados de soja e segundo maior exportador de milho, iniciou recentemente a colheita de ambos os grãos. “Não há negociações em andamento”, disse Edgardo Aniceto, porta-voz da Federação de Transportadores Argentinos (Fetra), acrescentando que a greve não tem prazo definido.
Escassez de combustível na Argentina
Perto de 86% do transporte de soja para os portos argentinos é feito por caminhões, 13% por trens e o restante 1% por navios. Os produtores agrícolas do país sul-americano manifestaram preocupação com a falta de combustível em diferentes áreas de produção, em época de safra de soja e milho, as duas principais culturas da Argentina, um grande exportador mundial de grãos.
O tráfego de caminhões é especialmente intenso durante o segundo trimestre do ano e, na semana passada, transportadores de grãos pediam a greve na Argentina. Líderes do principal sindicato de transportadores do país anunciavam a convocação de uma greve nacional para exigir um aumento nas taxas de frete de grãos, em meio a tensões causadas pelos custos mais altos de combustível. “Para evitar mais danos à economia de seus membros, (Fetra) pede uma paralisação nacional das atividades a partir de segunda-feira, 11 de abril – 00h00 horário local – até que uma resposta seja encontrada”, dizia a federação em um comunicado.
Embora os caminhoneiros, o governo e as associações rurais tenham acordado novas tarifas para o transporte de grãos no início de fevereiro, a Fetra disse em comunicado que os aumentos no preço do diesel tornaram “impossível continuar trabalhando em condições razoáveis”.
Os exportadores de grãos na Argentina geralmente têm reservas para manter as operações em funcionamento, mas se as entregas de caminhões nos portos pararem por vários dias, as entregas de navios de carga podem ser afetadas.
Fonte: Reuters
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