Adapec suspende eventos equestres no Tocantins

Restrições são necessárias para que as equipes da Agência de Defesa Agropecuária possam tomar medidas sanitárias para contenção dos casos positivos de Mormo
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Áudio

O governo do Tocantins publicou no Diário Oficial (31/03) uma portaria que proíbe aglomerações de asininos, equinos e muares em cavalgadas e qualquer prova ou evento equestre. A medida se deu para proteger a sanidade do plantel tocantinense contra a disseminação do Mormo, e também para resguardo da população local, já que a doença também pode ser transmitida para humanos.

De acordo com veterinários, especialistas em sanidade dos equinos, o Mormo nunca pôde ser erradicado e, de tempos em tempos, um surto vem à tona. As ações de órgãos sanitários devem ser rápidas para conter o avanço das transmissões. Em 2013, no Brasil, a situação se agravou de forma acentuada, promovendo suspensão de muitos eventos equestres em curso.

O Mormo ou lamparão é uma doença infecciosa causada pela bactéria Burkholderia mallei, mais frequente em equídeos. Como fatores agravantes, não existe cura e nem vacinas. Nos equídeos, os principais sintomas são nódulos nas narinas, corrimento purulento, pneumonia, febre e emagrecimento. Existe ainda a forma latente (assintomática) na qual os animais não apresentam sintomas, mas possuem a enfermidade.

Assim, por se tratar de uma importante questão sanitária, no Tocantins os eventos equestres foram suspensos nos municípios de Filadélfia, Nova Olinda e Taguatinga, e estabelecidas medidas restritivas em mais 11 municípios que fazem divisa com o Estado. As restrições são necessárias para que as equipes da Adapec – Agência de Defesa Agropecuária – possam tomar medidas sanitárias para contenção dos casos positivos e investigar as áreas.

Procedimento sanitário

“O trabalho consiste na realização de exames consecutivos em toda tropa dessas propriedades, com intervalos, em média, de 30 dias, a fim de fazer o levantamento diagnóstico e executar outros procedimentos”, diz a responsável pelo Programa Estadual de Sanidade dos Equídeos da Adapec, Isadora Mello Cardoso.

Entre as ações realizadas, a investigação epidemiológica, que inclui a avaliação da movimentação dos equídeos do estabelecimento pelo menos nos últimos 180 dias anteriores à confirmação do caso. Isso para identificar possíveis vínculos epidemiológicos; realização de eutanásia nos animais que testarem positivo em dois exames; e a notificação de ocorrência de Mormo às autoridades locais de saúde pública, por se tratar de zoonose.

Para prevenir a enfermidade, ao adquirir o animal, o produtor rural deve exigir a Guia de Trânsito Animal (GTA) acompanhada de exames negativos da doença; participar apenas de aglomerações de equídeos fiscalizadas pela Adapec; evitar que o animal compartilhe bebedouros e comedouros, e em casos de suspeita da doença, isolar o animal imediatamente e comunicar a Agência para que ela realize os exames clínicos e laboratoriais.

Os municípios de divisa que tiveram a suspensão da ocorrência de cavalgadas, tropeadas e quaisquer eventos que promovam a aglomeração de equídeos sem autorização da instituição são: Araguaína, Pau D’Arco, Bandeirante, Colinas do Tocantins, Babaçulândia, Barra do Ouro, Goiatins, Palmeiras, Ponte Alta do Bom Jesus, Arraias e Aurora do Tocantins.

A Adapec pede também que a população denuncie pelo telefone 0800 063 11 22 o trânsito clandestino de animais, um dos principais fatores que contribui para disseminação da doença.

Fonte: Adapec

Relacionadas

Leia também