A floresta protegida é coisa do presente

A produção agropecuária sustentável na Amazônia Legal é possível e não é difícil. Políticas públicas, iniciativa privada e ciência têm as respostas.

Compartilhar

Share on whatsapp
Share on facebook
Share on linkedin
Share on email
Share on telegram
A floresta protegida é coisa do presente (2)
A ILPF mudou a paisagem no Pará – Foto: Embrapa Amazônia Oriental/Vinícus Braga
Áudio

O agronegócio paraense é um dos mais pujantes do País. Vários de seus produtos figuram entre os líderes do ranking de produção nacional. Além disso, silenciosamente, entre uma viagem de trabalho em pick ups modernas ou em SUVs na rotina doméstica e de lazer, vem realizando uma verdadeira revolução no que diz respeito à uma exploração sustentável no campo, brigando pela conservação do meio-ambiente em todas as frentes, em constante busca por inovação e uma visão produtiva mais humanista.

Parte desse novo momento de prosperidade sobre uma ótica moderna de empreendedorismo vem da constante aquisição de tecnologias de ponta; outra, de boas filosofias trazidas com a juventude dos novos gestores da terra, em movimentos legítimos de sucessão, a exemplo do que acontece com os principais polos produtores, em todo o Brasil. Por sua grandeza e potencial, o Estado do Pará está devidamente sintonizado com este rico processo.

O agronegócio paraense

Segundo informações oficiais da Federação da Agricultura do Estado do Pará (FAEPA), entidade presidida por Carlos Fernandes Xavier desde 2019, a produção do campo contribui, em média, com 21% para a composição do PIB dos municípios paraenses, representando a base econômica de grande parte deles e fonte de ocupação para parcela substantiva da população. O campo absorve cerca de 1,5 milhão de pessoas, o que corresponde a quase 43% dos trabalhadores do Estado.

O Pará é líder na produção nacional de açaí, abacaxi, cacau, dendê, mandioca e pimenta do reino. Também se destaca na produção de limão, banana e coco, ocupando, respectivamente, o 2º, 3º e 4º lugar no ranking nacional. Mais recentemente, vem ganhando espaço a produção de cítricos, com a expansão do cultivo de laranja, no polo de Capitão Poço, no Nordeste do Estado, favorecida pela implantação da primeira fábrica de suco de laranja do Pará, considerada a maior do Norte e Nordeste do País.

Outro produto que também vem ganhando destaque é o limão, cultivado, principalmente, no município de Monte Alegre, no oeste paraense. As expectativas de crescimento da fruticultura paraense são bastante promissoras, tanto no segmento de frutas exóticas como no de frutas regionais, tendo em vista o aumento do consumo desses produtos, alguns deles com crescimento considerável de demanda, nos mercados nacional e internacional, como é o caso do cacau e açaí.

Uma potência da pecuária nacional

Na atividade, o Pará ocupa o 4º lugar no ranking nacional, com um rebanho de aproximadamente 22 milhões de cabeças (IBGE, 2017), incluindo o rebanho bubalino (cerca de 513 mil cabeças), o maior do País, concentrado basicamente no arquipélago Marajoara. O rebanho paraense se distingue pelo seu elevado padrão genético, assim como pela qualidade da carne que produz, hoje, inclusive com várias iniciativas na obtenção de um produto “gourmet”.

Em se tratando de padrão sanitário, o Pará goza do status da Certificação Internacional de Área Livre de Aftosa com vacinação, uma conquista definitiva para o Estado e suas ambições de se confirmar como potência. Destaca-se ainda na exportação de boi vivo, sendo o maior exportador do País. Apresenta ainda grande potencial na produção de carne in natura, couro, leite e seus respectivos derivados. O porto de Belém é a grande porta de saída desses produtos.

Uma nova fronteira e alento

A soja foi, em 2018, o principal produto da pauta de exportação brasileira, atingindo o volume recorde de 1,4 milhão de toneladas, equivalente a, aproximadamente, US$ 568 milhões. No Pará, o complexo da soja já constitui o principal item da pauta de exportação do agronegócio, representando cerca de 25% do valor exportado pelo setor.

Com efeito, a soja, no Pará, vem apresentando ritmo significativo de crescimento, expandindo sua área cultivada, no período de 2010/2017, de 85,4 mil para 500,4 mil hectares, equivalente a 30% do total da área de lavouras, sendo a de maior representatividade dentre as culturas. A produção paraense de soja compreende três grandes polos: o do Nordeste paraense, de maior expressão, liderado pelo município de Paragominas; o do Sul, tendo como principal município produtor, Santana do Araguaia; e o do Oeste, capitaneado por Santarém.

E aqui é importante ressaltar que essa expansão da soja, no Estado, acontece em campos naturais e áreas já alteradas (áreas de pastagem). Isso significa que não está utilizando área de floresta nativa, evitando-se, assim, o desmatamento, mesmo considerando as aberturas legais previstas pelo Código Florestal em vigor. Portanto, trata-se de produções lícitas e certificadas. O Pará ainda se destaca na avicultura, apicultura, florestas plantadas e produção de outros grãos.

Quebra de paradigmas para a modernidade

Primeiro é preciso contextualizar a urgência de novos modelos, visões e atitudes. Na última década ocorreram mudanças positivas no sistema de produção pecuário na Amazônia brasileira, fortemente estimuladas por pressões globais e empenho de ações integradas entre gestores, pesquisadores e empreendedores comprometidos com o uso racional dos recursos naturais para promover o fortalecimento da cadeia agropecuária.

E é preciso ressaltar ainda que, no contexto de Política Global do Clima, o Brasil ampliou bastante seu compromisso quando assumiu metas voluntárias na COP 15, visando a redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE), sendo que o controle do desmatamento ilegal é uma das principais delas e mais desafiadora na região amazônica.

De acordo com Philip Martin Fearnside, biólogo e cientista norte-americano ativo há muitos anos no Brasil, onde desenvolveu a parte mais importante de sua carreira e ganhou ampla notoriedade nacional e internacional, as estratégias para reduzir a velocidade do desmatamento na Amazônia estão relacionadas às iniciativas políticas que incentivem o desenvolvimento de ações sustentáveis de produção agropecuária na região.

Neste sentido, com o objetivo de conter a pressão de desflorestamento na região, o Governo Federal desenvolveu ações de combate ao desmatamento ilegal, à grilagem de terras, à extração ilegal de madeira e também às práticas de renovação de áreas agricultáveis com uso do fogo. Vale citar iniciativas de grande importância para o desenvolvimento sustentável na Amazônia, como o Pacto pelo Desmatamento Zero e Plano de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono, pois essas ações preconizaram a adoção de boas práticas agropecuárias no manejo dos rebanhos, assim como incentivaram à renovação e melhoramento de pastagens garantindo o uso sustentável das terras produtivas na região.

Ressalta-se que a moratória da soja, o embargo da carne e o pacto de desmatamento ilegal zero no estado do Pará foram ações que viabilizaram a consolidação de polos de produção pecuária e de grãos, inclusive apontando indicadores de eficiência econômica, qualidade ambiental e de redução da pressão em áreas de floresta nativa.

Novas cabeças chegando

Paralelamente à conjuntura internacional e novas demandas mercadológicas decorrentes, interna e externamente, a aquisição cada vez mais veloz de conhecimento e a reciclagem das pessoas na frente da produção, também sinalizam intensa participação neste agronegócio paraense inserido na modernidade. E um dos caminhos para essas mudanças de visão é a boa sucessão na liderança dos negócios.

Quem explica o fenômeno é Francisco Vila, economista, consultor internacional de governos e empresas em diversos países, docente em cursos de pós-graduação (Portugal e Alemanha); pesquisador e membro de diversas associações e conselhos (COSAG/FIESP; ABNP – Novilho Precoce; Sociedade Rural Brasileira, entre outras). Segundo ele:

“Os nossos avôs ensinaram que ‘a necessidade é a mãe do progresso’. Isto explica por que as gerações anteriores (que transformaram o Brasil de país importador de comida para exportador de alimentos para mais de 100 países) tinham que focar no trabalho de implantar a agricultura tropical. Um trabalho árduo, repleto de sacrifícios.

A geração atual de futuros herdeiros está com outros desafios. Trata-se da incorporação contínua de novas soluções tecnológicas, desde a genética até os aplicativos para acompanhar o rebanho ou a lavoura, a cotação da bolsa e a previsão do tempo. E são os consumidores, globalmente interconectados pelas redes sociais, que exigem produtos mais saudáveis e processos mais responsáveis no sentido ambiental e social.

Com o rastreamento 24 horas por QR-Codes os urbanos querem acompanhar como sua comida é produzida, transportada e armazenada no supermercado. Essa nova realidade de demandas mais sofisticadas dos consumidores e a necessidade do domínio de múltiplas tecnologias de produtos e processos é outro fato que aproxima, tanto por necessidade como por simpatia, o pensamento dos pais com o conhecimento dos filhos.

Em resumo, tudo conspira para uma ‘desdramatização’ da questão sucessória, ou seja, para a otimização do trabalho no conceito que podemos chamar de ‘cogestão geracional’”.

A floresta protegida e coisa do presente 5
Francisco Vila, economista e consultor internacional – Foto: Divulgação

Um caso de sucesso

Visando expandir a adoção de sistemas agropecuários sustentáveis no cenário brasileiro, órgãos de pesquisa como a Embrapa e instituições parceiras concentraram esforços para desenvolver projetos em redes de pesquisa em âmbito nacional e internacional, capazes de gerar grande parte da megaprodução rural brasileira, atual. O saber fazer nos trópicos, com equipamentos e até cultivares adaptados são os grandes responsáveis pelo papel protagonista do País na produção mundial de alimentos.

Como exemplo de tecnologia incentivada pela Embrapa, o Projeto de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) desenvolveu estudos com a finalidade de difundir técnicas de produção agropecuária sustentáveis. O projeto ILPF iniciou as atividades no ano de 2007 na região Norte, sendo que em 2008 ocorreu o lançamento da Rede de Pesquisa na cidade de Paragominas, no Pará. Durante a fase inicial do projeto ILPF, as ações consistiram em adaptar e desenvolver diferentes combinações de sistemas de produção integrados, principalmente, para renovar pastagens em vias de degradação e inseri-las novamente ao setor agropecuário.

Em 2011, a Rede ILPF passou a desenvolver atividades integradas com a Rede PECUS/PC7 (Dinâmica de Gases de Efeito Estufa no Brasil – Projeto Componente 7 no Bioma Amazônia) para quantificar indicadores de sustentabilidade na URT-Paragominas. É válido ressaltar que a Embrapa desenvolve e incentiva a implantação de sistemas agropecuários em padrões sustentáveis na Amazônia. Durante a década de 1980 foram implantados diferentes experimentos de sistemas agropecuários integrados na região, como por exemplo, o experimento com sistema silvipastoril da Embrapa Amazônia Oriental, localizado no município de Paragominas, região sudeste do Pará.

O referido sistema silvipastoril, conduzido na Fazenda Poderosa (campo experimental da Embrapa), teve como objetivo avaliar diferentes forrageiras, bem como o desenvolvimento de diferentes cultivares de grãos sob condições edafoclimáticas da região nordeste paraense.

Paragominas como carro-chefe

A formação do município de Paragominas ocorreu durante a década de 1960, sendo incentivada pelo Governo Federal e Estadual, com objetivo de intensificar a ocupação do território amazônico e interligar a economia da região com o mercado nacional. Durante a fase inicial de desenvolvimento do município, a principal atividade econômica era baseada na criação extensiva de gado de corte e extração madeireira, porém sem a perspectiva de planejamento agropecuário sustentável.

Com isso, surgiram graves problemas sociais, ambientais e econômicos e fizeram de Paragominas um dos municípios com as maiores taxas de desmatamento e uso do fogo entre os municípios incluídos no “arco de fogo e desmatamento” na Amazônia. Este fato ocasionou sérios problemas ambientais que desencadeou uma crise econômica no município em meados da década de 2000, onde houve embargo da venda de carne, fechamento de serrarias ilegais suspensão de créditos para produtores investirem na produção.

Para regularizar a economia do setor agropecuário da região, em 2007, os Governos Federal, Estadual e Municipal juntamente com os produtores rurais do Polo Paragominas iniciaram uma série de ajustes nos sistemas de produção agropecuários. Desde então, os setores econômicos de Paragominas passaram por transformações, sendo incentivadas pela demanda externa. O setor produtivo e instituições de ensino e pesquisa passaram a trabalhar de forma integrada para mudar o paradigma de sistema de pecuária extensiva, que havia se instalado na região.

Diferentes arranjos de sistemas de produção passaram a ser adotados como estratégias de garantir que as áreas já desflorestadas se consolidassem na atividade agropecuária em consonância com as novas diretrizes de leis ambientais na região. Essas ações foram necessárias para reduzir as taxas de perdas de áreas com floresta nativa, que apresentavam valores expressivos como os apontados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, com valores expressivos em 2004.

Os bons resultados dos gestores e do setor produtivo em Paragominas viabilizaram a saída do município da lista dos que mais desmatavam na região, e culminou com o recebimento do título de Município Verde no ano de 2011, devido o registro de 80% das propriedades rurais do município no Cadastro Ambiental Rural (CAR) até 2010 e por ter controlado o desflorestamento e expandido o reflorestamento na área municipal.

A produção de arroz, milho e soja em Paragominas foi iniciada durante a década de 1990, porém somente a partir da década de 2000, com a abertura da fronteira agrícola houve expansão da produção de grãos passando essa atividade a ser uma das principais bases da economia municipal. O Polo Agrícola de Paragominas oferece condições edafoclimáticas favoráveis para a produção de grãos, para pastagem produtiva e para o desenvolvimento da silvicultura, incluindo nos arranjos espécies nativas da Amazônia como o paricá.

Tais fatores contribuíram na escolha para instalação da Unidade de Referência Tecnológica (URT) do Projeto ILPF em Paragominas. Outro fator relevante foi a localização do município no polo de maior produção de grãos do Pará e também por ser apontado como referência em iniciativas inovadoras no cenário da produção agropecuária no Estado.

A floresta protegida e coisa do presente 1
O ganho de consciência dos produtores se traduziu em maior lucratividade, ao longo dos anos – Foto: Embrapa Amazônia Oriental/Vinícus Braga

Expansão de sistemas agropecuários integrados no polo de Paragominas

O Polo Agrícola de Paragominas é um exemplo de sucesso na adoção tecnológica na região Norte do Brasil. Cerca de 10% da área plantada com grãos adotava os princípios de sistemas integrados na região em 2015. Houve uma grande mudança da paisagem ao longo dos anos, desde pastagem infestadas com ervas daninhas até pastagens produtivas e em sistemas silvipastoris.

Os resultados apresentados indicam que a estratégia na transferência de tecnologia da Embrapa no município de Paragominas foi exitosa. As transformações no município ocorreram em consequência de iniciativas de várias organizações. As tecnologias preconizadas pela Embrapa colaboraram com a melhoria dos sistemas agropecuários de produção.

A pesquisa desenvolvida na Fazenda Vitória evidenciou o incremento na fixação de carbono no solo da área manejada em sistema ILPF indicando contribuições favoráveis à sustentabilidade ambiental, após o processo de recuperação da pastagem. Associados a esses indicadores, o retorno do potencial produtivo das pastagens reforça a viabilidade de expansão de sistemas conservacionistas na Amazônia em áreas apontadas como pasto sujo ou pasto com solo exposto às intempéries (com presença de plantas daninhas, ausência das gramíneas e fragilizado pelo processo erosivo).

Coerção e consciência com política pública

A pesquisadora da Embrapa Gladys Martinez, um dos grandes trabalhos dentro dos estudos da Unidade, relata que a paisagem em Paragominas “mudou”. “A princípio as mudanças viram de uma lista negra de produtores que ajustaram conduta e descobriram grande alento em novas tecnologias, adquiridas a partir de financiamento facilitado, diversidade de produção e perspectivas de maior lucratividade”, explica Martinez.

As mudanças surgiram a partir do Sindicato Rural de Paragominas que lançou o Projeto Pecuária Verde, programa que estimulava a adoção de conduta sustentável dentro das fazendas e contemplava uma série de modelos desenvolvidos pela Embrapa regional. Segundo a pesquisadora, “dez anos depois, o município se tornou referência de boas práticas em todo o Estado, puxando inclusive mudanças e outras localidades, como polo Sul e o Santarém”.

A Integração Lavoura Pecuária (ILP) e a Integração Lavoura Pecuária e Floresta (ILPF) mudaram a realidade da agricultura empresarial e da pecuária extensiva a partir de pastagens degradadas. Nos últimos, os modelos sustentáveis também começaram a ganhar médias e pequenas propriedades, em função da rapidez com que os investimentos retornam.

A floresta protegida e coisa do presente 4
A pesquisadora da Embrapa Gladys Martinez, da Embrapa Amazônia – Foto: Embrapa Amazônia Oriental/Vinícius Braga

Selo de sustentabilidade para produtos da Amazônia

Segundo a Agência Câmara de Notícias, tramita desde fevereiro o Projeto de Lei 143/21 que cria um certificado de sustentabilidade para produtos da biodiversidade da Amazônia protegidos por indicação geográfica – indicação de procedência (IP) ou a denominação de origem (DO). A solicitação do certificado de sustentabilidade pelo detentor da indicação geográfica será voluntária.

De acordo com o projeto, o certificado será concedido e fiscalizado pelos órgãos do Sistema Nacional de Meio Ambiente (Sisnama). Esses órgãos poderão, mediante convênio ou contrato, credenciar órgãos públicos e organizações privadas para concederem e fiscalizarem o certificado.

“A certificação agrega valor ao produto, facilita a inserção do produtor no mercado, protege o produto, fortalece as organizações dos produtores e, sobretudo, valoriza a região pela promoção e preservação da cultura e da identidade locais”, defende o autor, deputado Eduardo Costa (PTB-PA).

“Além dos benefícios culturais, sociais e econômicos, no caso dos produtos da biodiversidade amazônica, é importante utilizar a certificação para garantir que o cultivo ou a fabricação desses itens seja feito de forma ambientalmente sustentável”, acrescenta.

A floresta protegida e coisa do presente 3
Deputado Eduardo Costa (PTB-PA) – Foto: Divulgação

A certificação em si

Segundo a Lei de Propriedade Industrial, a indicação geográfica pode estar relacionada à indicação de procedência ou à denominação de origem e é obtida mediante registro no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). Ambas certificações têm similares em vários países, sobretudo na Europa.

O selo IP certifica um produto de uma região que se tenha notabilizado como centro de produção de um determinado produto ou como prestadora de determinado serviço. Já o selo DO está relacionado a produto ou serviço cujas qualidades ou características dependem exclusiva ou essencialmente do meio geográfico, incluídos fatores naturais e humanos.

No INPI estão registradas quatro indicações de origem de produtos da Amazônia: a farinha de mandioca de Cruzeiro do Sul; os peixes ornamentais do Rio Negro; o guaraná de Maués; e o cacau de Tomé-Açu.

Fonte: Agroimpacta/Por Ivaris Júnior
Fotos: Divulgação/Crédito nas legendas

Leia outras notícias no portal Mundo Agro Brasil

Relacionadas

Veja também

De acordo com a consultoria Safras & Mercado, a semana teve início com fluxo inexpressivo de negócios no mercado físico do boi gordo.
Ele inventou um coletor de pingo, fermento natural usado na produção de Queijo Minas Artesanal
Para entidade, debate sobre demarcação de terras indígenas causa insegurança jurídica e pode afetar a economia e toda a cadeia produtiva.
Equipamento é ideal para corrigir a umidade das pistas equestres, bem como para suprir outras necessidades que um rancho demanda