Preços agropecuários sobem 9,16% em julho, informa IEA

12 de agosto de 2021

Tanto os produtos vegetais quanto os animais apresentaram reajustes em seus índices, com ascensões respectivas de 11,83% e 2,22%
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Preços agropecuários sobem 9,16% em julho, informa IEA
Entre os 18 produtos analisados, 12 tiveram elevações de preços – informa o IEA – Foto: Divulgação

O IqPR – índice que mede a variação dos preços recebidos pelos agricultores paulistas fechou julho de 2021 com alta de 9,16%. Tanto os produtos vegetais (IqPR-V) quanto os animais (IqPR-A) apresentaram reajustes em seus índices, com ascensões respectivas de 11,83% e 2,22%, informa a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA).

No mês de julho de 2021, 12 dos 18 produtos analisados tiveram elevações de preços. Sob forte interferência das geadas, destacaram-se os reajustes do tomate para mesa (+67,10%), da batata (54,25%) e da banana nanica (+43,86%). Com menor intensidade, tiveram interferência climática as elevações dos preços do café (7,22%), do leite cru refrigerado (5,03%) e do milho (4,29%). Já as maiores quedas foram apresentadas pela carne suína (-5,44%), amendoim (-4,54%) e algodão (-3,38%).

No acumulado de julho/2020 a julho/2021, todos os índices apresentaram reajustes positivos. Nesse intervalo, o IqPR variou positivamente em 11 meses, em um acúmulo de reajustes de 58,00%. Com o acometimento da população brasileira pelo vírus da Covid-19, as altas dos índices foram acentuadas progressivamente até o mês de novembro/20. Após uma queda no último mês de 2020, altas progressivas e ininterruptas geraram aumentos que no acumulado dos sete primeiros meses de 2021 atingiram um reajuste de 28,36% no IqPR.

Maiores altas no campo paulista

Nesse intervalo de 12 meses, a alta dos produtos de origem animal (IqPR-A) chegou a 46,50%, enquanto os produtos de origem vegetal subiram 62,15%. Em um ano, 17 produtos do levantamento tiveram reajustes. Milho (100,39%), tomate para mesa (82,03%) e algodão (81,01%) foram as culturas que apresentaram as maiores altas no campo paulista nos últimos 12 meses.

Fonte: Secretaria de Agricultura e Abastecimento
Foto: Divulgação

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