Uma pesquisa inovadora, liderada pelo professor Thales Passos de Andrade, do curso de Engenharia de Pesca da Universidade Estadual do Maranhão (Uema) e da Rede Bionorte, revelou ao mundo o potencial do Camarão, popularmente conhecido como Camarão Tigre Preto, nativo do litoral maranhense. O estudo, publicado na revista Internacional Aquaculture Research, representa o primeiro mapeamento genético e sanitário dessa espécie no Brasil, e os resultados foram impressionantes.
Além de suas contribuições científicas, o estudo fortalece a colaboração entre pesquisa, setor produtivo e comunidades pesqueiras. O pesquisador destaca que “as comunidades litorâneas se tornam protagonistas. A valorização de espécies nativas não apenas promove segurança alimentar, mas também gera renda e inclusão nas cadeias produtivas de alto valor agregado”.
![]() |
| Foto: Publicada pela UEMA |
Dos mais de 1.100 exames realizados, nenhum identificou a presença dos 19 patógenos mais significativos para a aquicultura global. Além disso, o estudo indicou um índice de endogamia extremamente baixo, sugerindo um excelente potencial para melhoramento genético e uma produção sustentável.
– Provamos que a população analisada está livre de patógenos importantes e possui uma estrutura genética adequada para programas de melhoria, abrindo uma nova fronteira para a aquicultura no Brasil, com base em nossas próprias espécies – afirma o professor Thales, que tem mais de 20 anos de experiência em sanidade aquícola e biotecnologia.
A pesquisa, que recebeu o apoio do Laqua-Uema e colaborações internacionais como CSIRO e Genics da Austrália, além da empresa Sabores da Costa/Aquacrusta e da doutoranda Amanda Gomes, demonstra que “a biodiversidade brasileira é nossa maior riqueza. Ao combinar ciência, inovação e compromisso social, transformamos essa riqueza em desenvolvimento.
![]() |
| Dos mais de 1.100 exames realizados, nenhum identificou apresença dos 19 patógenos mais significativos para aaquicultura global (Foto: Publicada pela UEMA) |
Este estudo pavimenta o caminho para uma nova geração de soluções em aquicultura sustentável no Brasil, enfatizando o protagonismo das comunidades pesqueiras, a geração de renda e a valorização das espécies nativas.
Fonte: Nilson Cortinhas – Rede Bionorte, com o apoio da UEMA.
Leia outras notícias no portal Mundo Agro Brasil

