Conab revela efeitos climáticos na oferta de frutas e hortaliças no país

A instabilidade do clima tem sido um fator decisivo para a alta dos preços de frutas e hortaliças como cenoura, cebola e batata, de acordo com o boletim do Prohort, que também trouxe cotação dos produtos de algumas Ceasas.
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Conab revela efeitos climáticos na oferta de frutas e hortaliças no país
Chuvas frequentes em São Gotardo/MG, provocaram perdas nas lavouras e baixa produtividade de cenoura – Dragana Cordic/Freepik

Motivo de insatisfação da maior parte dos consumidores, a alta nos preços de frutas e hortaliças tem como principal causa os efeitos climáticos nas regiões produtoras brasileiras. Entre as mais atingidas, está a cenoura que registrou os maiores patamares dos últimos anos, segundo informações do 3º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta quinta-feira, 17 de março.

O boletim ainda trouxe a cotação dos produtos nas Centrais de Abastecimento (Ceasas), ressaltando que as chuvas frequentes na principal região produtora e abastecedora nacional de cenoura, em São Gotardo/MG, provocaram perdas nas lavouras e baixa produtividade, o que ainda mantêm a tendência de alta no mercado atacadista neste mês de março.

Cebola e batata também seguem em alta

Com origem concentrada no Sul, principalmente em Santa Catarina, a cebola segue com cotações elevadas. Além disso, a oferta em fevereiro foi menor se comparada ao mês de janeiro. No entanto, já se observa um aumento nas importações.

Enquanto isso, a batata, que ficou mais cara em todas as Ceasas analisadas, revelou percentuais significativos, especialmente em Recife/PE (76,98%) e Curitiba/PR (40,93%). A menor disponibilidade do produto de Minas Gerais e Paraná, grandes abastecedores do mercado, tem exercido pressão sobre os preços, embora haja indícios de certo arrefecimento em março.

Em relação ao tomate, o movimento de alta iniciado nos últimos meses de 2021 continua ascendente. Em fevereiro, somente três mercados tiveram quedas nos valores de venda: Fortaleza/CE (15,48%), Recife/PE (10,88%) e Belo Horizonte/MG (3,59%). Porém, no início deste mês, a tendência do produto mais caro se manteve nas Centrais de Abastecimento.

Frutas em baixa oferta nacional

Algumas frutas como maçã, mamão e melancia, que se encontram em um momento de baixa oferta nacional, também ficaram mais onerosos para compra nos mercados atacadistas em fevereiro. Para a maçã foi registrada pequenas elevações na maior parte das Ceasas, especialmente as variedades fuji e gala, com leve aquecimento da demanda. De acordo com a associação de produtores, há possibilidade de quebra de safra para a próxima temporada.

Já, o mamão foi menos comercializado, mas ainda se manteve com preços altos na maioria das Ceasas. “A demanda esteve estagnada e os custos dos produtores foram elevados. Além disso, as exportações caíram”, explica o gerente substituto de Estudos do Mercado Hortigranjeiro da Conab, Arthur Vasconcelos. Ainda segundo ele, em relação à melancia, as regiões baianas e paulistas começaram a elevar levemente a oferta da fruta. “Mas ocorreu diminuição da produção gaúcha e a demanda interna ainda está restrita. As exportações permaneceram em bons patamares”.

Outras frutas analisadas como banana e laranja, não tiveram um comportamento uniforme nas cotações. No caso da banana, a variedade nanica esteve mais em conta e funcionou como freio aos aumentos da variedade prata, em período de entressafra. “A laranja teve redução da oferta no atacado, mas ainda sem repasse aos consumidores, em grande parte por causa da demanda no varejo se comportar de forma restrita”, afirma o superintendente de Estudos Agroalimentares e da Sociobiodiversidade da Conab, Marisson Marinho.

Para ele, nesse momento de preços altos, é importante ressaltar as ferramentas que a Conab disponibiliza para auxiliar agentes e consumidores, como o aplicativo Prohort, que traz os valores diários dos produtos hortigranjeiros nas Ceasas das capitais e do interior do país. “Além disso, o próprio Boletim e o Portal da Companhia, que permite a busca sobre oferta e origens dos hortifrutis, o volume de comercialização nas Ceasas, entre outros”, completa.

Os dados estatísticos do Boletim Prohort da Conab são levantados nas Centrais de Abastecimento localizadas em São Paulo/SP, Belo Horizonte/MG, Rio de Janeiro/RJ, Vitória/ES, Curitiba/PR, Goiânia/GO, Brasília/DF, Recife/PE, Fortaleza/CE e Rio Branco/AC que, em conjunto, comercializam a maior parte dos hortigranjeiros consumidos pela população brasileira. As análises podem ser acessadas no 3º Boletim Hortigranjeiro Março 2022, com detalhes sobre a comercialização dos hortifrutis no mês de fevereiro e as exportações de frutas.

Acordo de Cooperação

Neste mês de março, a Conab firmou Acordo de Cooperação, no âmbito do Prohort, com as Centrais de Abastecimento do Estado de Santa Catarina (Ceasa/SC). O documento formaliza a parceria da Ceasa com o programa. As informações da atacadista serão inseridas nas análises da Companhia a partir do próximo mês. O acordo prevê ainda ações de apoio ao setor hortigranjeiro, como a elaboração e implantação de projetos, desenvolvimento de sistemas, realização de estudos técnicos, transferência de informações, integração entre as bases de dados, realização de encontros técnicos, capacitação de pessoal e disponibilização de recursos humanos, materiais e tecnológicos.

Serviço

Acesse o 3º Boletim Prohort

Baixe o app Prohort para Android

Baixe o app Prohort para iOS

Mais informações para a imprensa:

Gerência de Imprensa

(61) 3312-6338/6344/6393/2256/6364/6389

Fonte: imprensa@conab.gov.br

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