81º Leilão de Biodiesel já acontecerá com 12% de mistura de óleo de soja no óleo diesel

Decisão comprova a qualidade do produto e do setor que, além de trazer benefícios ao meio ambiente, emprega 1,5 milhão de pessoas em toda a cadeia
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81º Leilão de Biodiesel já acontecerá com 12% de mistura de óleo de soja no óleo diesel
Foto – Divulgação
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O 81º Leilão de Biodiesel já acontecerá com 12% de mistura de óleo de soja no óleo diesel e traz certo alívio ao setor que viu, nos últimos meses, o percentual da mistura obrigatória cair de 13% para 10% em função dos altos preços do óleo de soja nos mercados brasileiro e mundial.

O pleito da cadeia era a volta dos 13%, mas na análise de Francisco Turra, presidente da Aprobio (Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil) a mudança já sinaliza mais segurança jurídica ao setor e certo equilíbrio das relações de oferta e demanda, além de alguma tranquilidade a mais sobre a oferta de farelo de soja no mercado brasileiro.

“E imagino que o governo tenha pensado também que os combustíveis fósseis têm crescido e gerado uma insegurança muito grande ao nosso país, apesar do Brasil também ser um grande produtor. Mas temos visto uma elevação de preços muito acima da média”, acredita Turra.

Além disso, acredita ainda que as questões ligadas à sustentabilidade do biocombustível e mais a agregação de valor trazida pelo produto também motivaram a decisão governamental.

Adição do Biodiesel no Óleo Combustível

As avaliações da Aprobio, nas palavras do presidente da associação em entrevista publicada no Notícias Agrícolas, foram as mais explicativas sobre o tema ‘Adição do Biodiesel no Óleo Combustível’, por isso tomamos a liberdade de replicá-las no portal MAB.

“Imagino que o governo tenha pensado também que os combustíveis fósseis têm crescido e gerado uma insegurança muito grande ao nosso país, apesar de o Brasil também ser um grande produtor. Mas temos visto uma elevação de preços muito acima da média”, acredita Turra. Além disso, acredita ainda que as questões ligadas à sustentabilidade do biocombustível e mais a agregação de valor trazida pelo produto também motivaram a decisão governamental.

O Brasil já sinaliza que pode colher uma nova safra recorde de soja na temporada 2021/22, com uma área que poderia superar os 40 milhões de hectares e a demanda intensa do setor do biodiesel está na conta para que o quadro fique equilibrado.

Turra lembra ainda que em outros países do mundo a mistura do biodiesel é bem maior, como em alguns estados dos EUA onde passa de 20% ou na Indonésia que já tem 30%. Assim, o tímido aumento brasileiro pode ir ganhando mais força nos próximos anos. “A mistura irá para os 13% e 15% em 2022. E naturalmente esperamos crescer, e acho que parte também deste compromisso nosso de cumprimento de boas práticas. É algo alentador para nós e para quem usa biocombustíveis”, afirma.

Aos poucos, a legislação também tem sido aprimorada, com uma melhor definição dos parâmetros e marcos legais do setor, de forma a garantir uma segurança jurídica mais consistente ao setor.

“A decisão de reestabelecer o percentual de biodiesel para 12% no 81º Leilão de Biodiesel demonstra que prevaleceu no governo federal a visão de que o biodiesel é um patrimônio nacional e fundamental para uma transição energética para uma matriz mais limpa. Como pano de fundo, temos a reafirmação da qualidade do nosso produto e a sua importância para o desenvolvimento de uma ampla cadeia da economia que gera investimento, emprego, imposto e riqueza na indústria e no agronegócio do Brasil, ao mesmo tempo que apoia o pequeno agricultor, reduz a emissão de gases de efeito estufa, melhora o ambiente e a qualidade de vida do cidadão”. A afirmação é de Francisco Turra, presidente do Conselho da Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (APROBIO), sobre a decisão do governo federal de retomar o percentual de 12% na mistura, já que nos leilões anteriores (79º e 80º), o percentual havia sido reduzido ao patamar de 10%.

A decisão fortalece a Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio), que é uma política de Estado que reconhece o papel estratégico de todos os biocombustíveis e a importância da previsibilidade do crescimento do mercado que oferta energia sustentável, competitiva e segura. “Vamos trabalhar para o compromisso previsto na legislação de 13% de mistura ainda este ano e 14% a partir de março de 2022”, destacou Turra.

Para Turra, a chegada ao B12 é mais um passo para incentivar o país a aproveitar o seu enorme potencial em geração de energia a partir da biomassa e sua capacidade de aumentar a produção de biocombustíveis em conjunto com a produção de alimentos. “Temos qualidade, empregamos mais de 1,5 milhão de pessoas e já investimos mais de 9 bilhões no país. Somado a isso, o biodiesel constitui fonte de energia limpa e renovável, que contribui na minimização do efeito estufa”, complementa Turra.

Fonte: Notícias Agrícolas, Aprobio
Foto: Divulgação

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