Tecnologia está na base do agronegócio brasileiro

Iniciativas inovadoras e tecnologias geram diferencial competitivo
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No mercado interno, a tônica pela qualidade tem transformado o segmento. E a inovação e a tecnologia possibilitaram a evolução da genética brasileira, que mudou o padrão da reprodução do gado, verificável não apenas pelo salto de produtividade dos últimos 20 anos, como também pela qualidade da carne. Segundo a associação de indústrias, Abrafrigo, foi registrado um crescimento de 10% nas exportações de carne bovina do Brasil em novembro do ano passado. Ponderando aqui o aumento de compras pela China, que saltou em um mês, de 109 para 123 mil toneladas.

A relativa baixa capacidade de investimento e as deficiências logísticas do Brasil, quando comparadas a países produtores do primeiro mundo e à China, são compensadas pelas propriedades de grande extensão que viabilizam a produção em grande escala e tecnologias desenvolvidas internamente que agregam grande diferencial competitivo.

No Brasil, lideramos as exportações de carne bovina, café, soja, carne de frango, açúcar e suco de laranja. E já nos aproximamos da liderança na exportação de milho. O manejo dos campos e dos animais é muito bem-feito. Sem mencionar o clima excelente que permite até três safras anuais. Pesa contra o país a deficiente estrutura logística, além do custo de capital, acima dos concorrentes mundiais.

Várias iniciativas inovadoras, como a da Finpec, emergem com grande força e perspectivas favoráveis. Somente para mencionar alguns outros destaques, a Agrofy oferece um marketplace de produtos e serviços agrícolas, que comercializa até maquinário usado. A Orbia vende commodities com precificação da Bunge, compra e venda de insumos e contratação de serviços com aproximadamente 170 mil usuários cadastrados. A startup Elevor apoia produtores na gestão das fazendas pela automação de processos, com ganhos evidentes sobre a eficiência na lavoura. São vários exemplos de inovação no campo.

A ESALQ, Escola Superior de Agricultura da USP, e a Embrapa são ícones nacionais da revolução tecnológica no campo. Dentre muitas outras façanhas, a Embrapa conseguiu fazer da soja um produto de alta produtividade em clima tropical. A base de soluções tecnológicas da empresa apresenta nada menos que 138 soluções em química, software e metodologias bem testadas, somente para o plantio da soja.

Por sua vez, a ESALQ abriga 140 laboratórios, operados por mais de 700 funcionários, a maioria pesquisadores e técnicos, enquanto a Embrapa conta com impressionantes 9.540 funcionários, sendo que mais três mil envolvidos diretamente na execução de 34 portfólios de pesquisas instituídos em temas de grande importância estratégica.

Velhas tradições inspiram abordagens inovadoras, particularmente em um setor de grandes perspectivas, que gera emprego e renda, além de aprimorar os cuidados com o meio ambiente. Ao menos no cenário atual, tudo conta a favor para atrair mais capital para este segmento.

O fato é que o ambiente tecnológico do agronegócio brasileiro já criou uma mentalidade geral de uso intensivo de tecnologias. É uma questão de tempo para que agrifoodtech esteja imediatamente associado à imagem do país.

Fonte: Notícias Agrícolas

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