Por meio dos softwares da série Sis da Embrapa, várias são as contribuições trazidas aos processos de manejo e planejamento dos plantios florestais. Ao longo de três décadas, desde a apresentação do primeiro programa de simulação de manejo até os dias atuais, foram realizados diversos incrementos, bem como o lançamento de versões para as principais espécies florestais plantadas no Brasil, em monocultivos e ILPF. Este foi um dos assuntos do 9º workshop da Embrapa Florestas/Apre, no dia 03 de agosto, abordado pelo pesquisador da Embrapa Florestas Edilson de Oliveira.
O 9º Workshop é uma realização da APRE e da Embrapa Florestas, com patrocínio de Becomex, Lavoro/Florestal, Remsoft e Trimble; e apoio de Abimci, Associação Catarinense de Empresas Florestais (ACR), Associação Gaúcha de Empresas Florestais (Ageflor), Sistema Fiep, Fundação de Pesquisas Florestais do Paraná (Fupef), Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), Universidade Federal do Paraná (UFPR), Unicentro Paraná e Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR).
O pesquisador mostrou os avanços em modelagem matemática e análise econômica incorporados aos simuladores de crescimento e produção florestal da série Sis, SisILPF e Planin, da Embrapa. Edilson de Oliveira apresentou os novos gráficos gerados pelos softwares, como o de receitas e custos acumulados do Planin, bem como o de variáveis básicas para o manejo de precisão. Ele fez um destaque especial para os gráficos com cálculo do carbono capturado pelas árvores nos SisILPFs, incluindo nestes o número de animais que podem ter a emissão de metano compensada pelas árvores no sistema.
Na apresentação, o pesquisador mostrou dez livros publicados pela Embrapa, sobre pinus, eucalipto, araucária, cedro-australiano, mogno-africano e teca, que contêm capítulos envolvendo aplicações dos softwares, desde serviços ambientais até silvicultura de precisão. A utilização por segmentos demonstra sua importância e amplitude de usos.
Saiba mais sobre os softwares da série Sis
Os softwares contemplam espécies dos gêneros Pinus e Eucalyptus, além de acácia-negra, araucária, bracatinga, cedro-australiano, mogno-africano e teca. Eles fornecem informações que permitem otimizar a produção e aumentar a renda do produtor. Fáceis de operar, os programas auxiliam as tomadas de decisão sobre quando, quanto e como desbastar, e quando fazer a colheita final.
Os sistemas indicam o crescimento e produção das árvores e possibilitam simular vários desbastes, gerando para cada um e para a colheita final, uma tabela de produção por classes de diâmetro. Além disso, são fornecidos os volumes de madeira por tipos de utilização industrial, tendo por base as dimensões de toras conforme o usuário indica.
Os softwares são utilizados por empresas/Instituições em atividades diversas, especialmente com manejo e planejamento estratégico da floresta, empresas de assistência técnica rural, institutos ambientais, cooperativas, secretarias municipais, sindicatos e associações têm usado os sistemas para dar assistência técnica e auxiliar na implementação de ações de incentivo ao reflorestamento, universidades e centros tecnológicos, em atividades de ensino, pesquisa e extensão, por consultorias, profissionais autônomos e produtores rurais, de forma independente ou por meio da assistência técnica.
Por ano, em média, são feitos quatro mil downloads dos softwares da série pelo link https://www.cnpf.embrapa.br/software/, um número que permanece alto com o passar dos anos, segundo a análise do pesquisador.
Fonte: Embrapa Florestas
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