SLC dobra seu lucro líquido do segundo semestre

A produtora agrícola fechou compras de insumos e prevê manutenção de margens ‘espetaculares’ em 21/22

Compartilhar

Share on whatsapp
Share on facebook
Share on linkedin
Share on email
Share on telegram
SLC dobra seu lucro líquido do segundo semestre
A SLC mais que dobrou o seu lucro líquido no segundo trimestre, a 447,2 milhões de reais – Foto: REUTERS/Roberto Samora
Áudio

A SLC Agrícola (SLCE3) já fechou em condições favoráveis “praticamente” todas as compras de insumos necessários para a safra 2021/22, que começa a ser plantada em setembro, e prevê a manutenção das margens “espetaculares” vistas em 2020/21, considerando que os preços de commodities como soja e milho estão sustentados, disse nesta sexta-feira (13/08), o presidente-executivo de uma das maiores produtoras agrícolas do Brasil.

Segundo Aurélio Pavinato, a produção de grãos e oleaginosas vendida antecipadamente para a safra 21/22 aponta preços superiores ante a safra passada, em percentuais que já incorporam a produção das áreas arrendadas da Terra Santa e Agrícola Xingu com esses arrendamentos, a área plantada da SLC aumentará 40%, para 660 mil hectares.

Segundo ele, como boa parte dos fertilizantes foram comprados antes da alta de preços do insumo, o aumento de custo em 2021/22 “será pequeno” em comparação com a colheita deste ano.

“Como temos aumento de preços para a safra 21/22 em relação à safra atual, as margens que temos tido na safra atual (20/21) são espetaculares, e a expectativa é de mantermos esses patamares de margens para a próxima”, declarou Pavinato ao comentar resultados trimestrais.

A SLC mais que dobrou o seu lucro líquido no segundo trimestre, a 447,2 milhões de reais, conforme informado na véspera. A margem líquida da operação agrícola foi de 42,8%, versus 34,9% no mesmo período do ano passado.

Questionado por analista sobre problemas em entregas de fertilizantes, em ano em que importações dispararam, Pavinato afirmou que a companhia não foi afetada e não terá nenhuma limitação para começar a plantar no próximo mês, destacando que a antecipação de compras da companhia, que já adquiriu 80% do potássio para daqui a dois anos (safra 2022/23) age como proteção.

O executivo também aborda a questão sobre perspectivas de clima, e enfatiza que a perspectiva de La Niña fraco, tendendo a neutro para a próxima temporada, traz um cenário favorável para a operação da empresa, situada no Cerrado, que geralmente não é afetado pelo fenômeno.

“O que acontece em anos de La Niña é que falta chuva no Sul do Brasil e Argentina, o que acaba sendo favorável para o nosso negócio, porque provoca aumento de preços em função de quebra de safra na região”, frisou.

Ele pontuou também que a companhia não tem interesse em vender áreas agrícolas e seguirá trabalhando com arrendamentos, já que o ativo tende a se valorizar nos próximos anos diante da crescente demanda global por alimentos e da escassez de terras em novas fronteiras agrícolas. Avalia como adequada a fatia de terras próprias da companhia, que está em torno de 36-37% do total cultivado.

Fonte: Reuters, MoneyTimes
Foto: REUTERS/Roberto Samora

Leia outras notícias no portal Mundo Agro Brasil

Relacionadas

Veja também

Leilão com mais de 1.000 reprodutores reúne 128 investidores provenientes de 108 municípios de 13 diferentes estados da Federação.
Perspectivas climáticas para a primavera foram anunciadas em 21 de setembro pelo Inmet.
A indústria de alimentos foi identificada como o principal impulsionador da perda de biodiversidade e responsável por 1/3 das emissões globais de gases do efeito estufa.
Proposto em conjunto com Eletrobras, para descabornização na Amazônia, pacto pretende viabilizar projetos de energias renováveis para substituir o uso intensivo do diesel na região.