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RS – 48% das lavouras de milho do estado já foram colhidas

Aproveite a época da safrinha para conhecer um pouco mais sobre este grão, que é um dos alimentos mais antigos consumidos pela humanidade
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“Praticamente metade das lavouras de milho do estado está colhida. Toda grande região Noroeste apresentou perdas pela estiagem, e as demais regiões têm boa produção e potencial produtivo. A safrinha apresenta bom desenvolvimento”, destaca o relatório da Emater – Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural – que divulgou seu boletim semanal com a atualização para as safras do Rio Grande do Sul.

Na safra anterior, a colheita já estava finalizada em 47% das áreas e 42% na média dos últimos cinco anos. Segundo o levantamento, 48% das lavouras de milho do estado já foram colhidas.

Quanto ao estágio das lavouras ainda em campo, 7% estão em germinação ou descanso vegetativo, 10% em floração, 18% avançaram para enchimento de grãos e 17% chegaram à maturação.

No lado do mercado, a Emater aponta que o preço médio do milho caiu 0,25% em relação a semana anterior, saindo de R$ 79,13 e chegando em R$ 78,93 a saca.

Na região de Ijuí, o produto é comercializado ao preço médio de R$ 79,25/sc., na de Soledade, R$ 79,50. Na de Frederico Westphalen, média de R$ 77,75. Na de Pelotas R$ 80,00, Caxias do Sul R$ 78,50, Erechim R$ 79,00 e Passo Fundo R$ 78,50; na região de Santa Maria, o valor médio foi de R$ 77,90; e na de Porto Alegre, R$ 72,00. Na regional de Bagé, a cotação vai a R$ 77,00/sc. Na regional de Santa Rosa, R$ 77,30.

O que dizer do milho?

Aproveitando a época da chamada safrinha, podemos falar sobre um dos alimentos mais antigos consumidos pela humanidade. Além de versátil na gastronomia, o milho é considerado um dos alimentos mais nutritivos que existe, pois contém praticamente todos os aminoácidos necessários ao organismo humano. É fonte de fibras, proteínas, vitamina A, vitaminas do complexo B, ferro, potássio, fósforo, cálcio e celulose.

Pamonha, curau, canjica, cuscuz e chica doida: sabe o que estes cinco pratos têm em comum, além de serem muito bem apreciados em quase todo o Brasil, especialmente no Estado de Goiás? O milho, este importante ingrediente, que além de fazer parte de uma infinidade de receitas mundo afora, é essencial para diversas cadeias produtivas ligadas à alimentação humana.

Do milho derivam vários outros alimentos, como óleos e diversos tipos de farinhas e cereais. O produto ainda é amplamente utilizado como base para alimentação de aves, suínos e bovinos. E ele tem também um papel importante na economia brasileira, já que somos o terceiro maior produtor de milho do mundo. Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Brasil deve chegar nesta safra de 2020/2021 a um número recorde de 105,2 milhões de toneladas do grão, 2,6% a mais do que no período anterior.

No entanto, mesmo o Brasil sendo um dos maiores produtores do milho, de acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), apenas 5% do total produzido é destinado ao nosso consumo interno.

Na gastronomia: O estado de Goiás, muito em função da forte influência indígena na culinária, está entre os maiores produtores e consumidores do grão no Brasil. Podemos dizer também que se trata de um alimento muito versátil de baixo custo, que está presente não apenas nas tradicionais festas juninas, sob a forma do bolo de fubá, da canjica e do curau. É também o ingrediente principal em muitos quitutes bem populares como a pamonha, a chica doida, o bolinho de milho frito, a broa de fubá e muitos outros.

História: Os primeiros registros históricos do cultivo do milho datam de há 7.300 anos, e foram encontrados em pequenas ilhas próximas ao litoral do México. O produto foi a alimentação básica de várias civilizações importantes ao longo dos séculos, como os Maias, Astecas e Incas. Quando os colonizadores portugueses por aqui chegaram, muitas nações indígenas já cultivavam a planta, cujo nome de indígena caribenha, tem o justo significado de “sustento da vida”.

Fonte: Pesquisa MAB – Mundo Agro Brasil