Rodada técnica oferece suporte a produtores no controle de pragas ao percorrer 14 fazendas em MT

25 de abril de 2025

A rodada técnica é um projeto-piloto inovador, que atendeu aos núcleos de atuação do instituto e da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (AMPA), alcançando um público estimado de cerca de 600 pessoas.
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Rodada técnica oferece suporte a produtores no controle de pragas ao percorrer 14 fazendas em M
Foto: Divulgação

O Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt) concluiu, em abril, um giro pelo interior do estado depois de percorrer lavouras de algodão em 14 municípios das regiões sul e norte do estado. A ação faz parte da 1ª Rodada Técnica do IMAmt em Campo com objetivo foi levar informação in loco sobre resultado de pesquisas e propor ações como estratégias de manejo no controle das principais pragas, doenças, nematóides e plantas daninhas junto a gerentes, produtores rurais, agrônomos e técnicos agrícolas.

Trata-se de um projeto-piloto inovador, que atendeu aos núcleos de atuação do instituto e da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (AMPA), alcançando um público estimado de cerca de 600 pessoas. Para atender ao público-alvo participaram da rodada técnica pesquisadores em herbologia (plantas e ervas daninhas), nematologia (nematóides), fitopatologia (doenças e seu controle), entomologia (insetos e relação com meio) e melhoramento genético.

A dinâmica da rodada técnica consistia em visitar pela manhã uma lavoura de algodão. Ali, gerentes de fazendas e profissionais da área agrícola ouviam os pesquisadores, ocasião em estes faziam diagnóstico com o propósito de orientar, prevenir e até mitigar danos. Em todas as cidades-polo a rodada técnica era encerrada com um jantar voltado para produtores de algodão, visando a integração com as equipes do IMAmt. Na avaliação do IMAmt, a primeira edição da rodada superou as expectativas.

O presidente da Ampa, Orcival Gouveia Guimarães, informou que a resposta do semento algodoeiro à iniciativa do IMAmt foi muito positiva diante das contribuições que o contato em campo com pesquisadores propiciou ao público-alvo deste trabalho. Ele ressaltou que recebeu muitas mensagens elogiando a rodada técnica e antecipou que o projeto será aperfeiçoado e terá continuidade em 2026.

“A intenção é cuidar da melhor maneira possível dos produtores, que é a razão da nossa entidade. Se não tivermos um produtor forte, atuante, conhecendo e utilizando das melhores práticas do algodão, não há razão de ser da Ampa. Estamos procuramos aproximar ainda mais a classe produtora de algodão, incentivando uma atividade social e ambientalmente sustentável social e ambiental, levando até eles resultado de pesquisa, compartilhando conhecimento e incentivando o uso do inseticida microbiológico para reduzir o uso do inseticida químico, para assim sermos cada vez mais respeitados lá fora”, destacou.

“As futuras biotecnologias para a cultura do algodão foram apresentadas, assim como os principais gargalos da atual qualidade da fibra do algodão e os esforços para melhoria contínua. A rodada técnica propiciou troca de experiência e de dados consolidados de pesquisa, possibilitando até na antecipação de ações para possíveis problemas fitossanitários que venham ocorrer durante a atual safra”, pontuou o coordenador de Projetos e Difusão de Tecnologias do IMAmt, Marcio de Souza.

Para o melhorista Jean Belot foi ao mesmo tempo uma oportunidade para prestar contas e mostrar o que o IMAmt tem feito pelo produtor de algodão, considerando o atual cenário nacional e internacional para o segmento algodoeiro e os prognósticos para o futuro. “Apresentei o portfólio das variedades de algodão do IMAmt, resultado do programa de pesquisa em melhoramento genético iniciado em 2008, visando apresentar materiais competitivos resistentes a doenças e nematóides usando principalmente as plataformas transgênicas Bollgard2RF e Bollgard3XF da Bayer.

Fizemos uma contextualização sobre o panorama global e dos desafios para a manutenção da qualidade da fibra, e o uso das biotecnologias”, citou.

Quem também participou da rodada foi o herbologista Edson Andrade Junior. Segundo ele, o evento propiciou interações e discussões a nível de campo, atividade importante visto que alguns problemas foram verificados ali na lavoura. “A gente viu muito capim pé de galinha e problemas de manejo. O grupo discutiu bastante questões do herbicida de pós-emergência, de pré-emergência, a importância dos pré-emergentes, questão de dessecação, mas uma planta que foi o protagonista nos últimos dois anos foi do caruru resistente, principalmente na região do Parecis”, exemplificou.

Na análise do entomologista Jacob Crosariol Netto a rodada serviu para tratar de questões ligadas ao manejo integral de pragas. “O alerta dado é que não há nenhuma biotecnologia que exerce um controle satisfatório dessa espécie. Sendo assim, temos que intensificar os monitoramentos do manejo no controle de pragas para não perder a mão, não errar nos tempos de aplicação. Fizemos ainda alertas específicos em relação ao manejo de mosca branca e pulgão, que são duas pragas que quando ocorrem no final de ciclo do algodão, elas trazem problemas para a qualidade de fibra”, assinalou.

Focado na praga do bicudo algodoeiro e na tecnologia de aplicação, o pesquisador Guilherme Gomes Rolim elogiou a rodada técnica e seu caráter didático em fomentar estratégias para o combate e proteção das lavouras do algodão. “O bicudo, por exemplo, é um tema que tem consumido energia dentro e fora do campo, pois é uma praga, cujo combate necessita da união de todos para um combate regionalizado. Precisa da junção da cadeia produtiva, de unir os produtores, trazer esses produtores para o campo, juntamente com sua equipe técnica, para a gente discutir pontos para traçar estratégias de combate a essa praga durante a safra”, considerou.

O fitopatologista e nematologista Rafael Galbieri pontuou que nos últimos três anos houve ocorrência da mancha alvo, uma doença fúngica que afeta as folhas do algodoeiro. “A rodada veio num momento importante, antes da ocorrência de um eventual problema, momento para discutir, prevenir, para falar de questões da parte de doenças de plantas, envolvendo controle químico, genético e biológico. Uma forma de estreitar o relacionamento entre a pesquisa, o produtor e a cultura do algodão, um segmento bem tecnificado. Estão sempre aparecendo coisas novas, especialmente numa região de clima tropical, favorável para a ocorrência de doenças”, acrescentou.

A 1ª Rodada Técnica do IMAmt em Campo percorreu propriedades rurais nas seguintes municípios e localidades: Itiquira, Serra da Petrovina, Rondonópolis, Primavera do Leste, Sorriso, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Campo Verde, Diamantino, Campo Novo do Parecis, Nova Mutum, Campo Verde, Diamantino, Campo do Parecis, Campos de Júlio e Sapezal.

Por IMAmt

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