Preços do alho no atacado apresentaram alta em março

Em análise mensal da Conab, houve redução de importações e aumento no preço do alho! Um movimento que deve permanecer em abril
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No atacado, em São Paulo e Goiás, a redução das quantidades importadas e o aumento dos preços de importação fizeram com que os preços do alho apresentassem alta, mesmo num ambiente de mercado consumidor fragilizado pela crise sanitária e econômica que atinge o País.

Conforme a pesquisa de preços realizada pela Conab, o preço médio pago ao produtor de alho nobre roxo extra, classe 5, em Minas Gerais, em março, situou-se em R$ 154,00/caixa com 10 kg, apresentando aumento de 12,5% na comparação com o mês anterior.

Em Goiás, o preço pago ao produtor em março situou-se em R$ 115,00/caixa com 10 kg, apresentando reduções de 6,1% na comparação com o mês anterior e de 13,2% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

Em Santa Catarina, o preço pago ao produtor em março situou-se em R$ 96,65/caixa com 10 kg, apresentando aumento de 9,6% na comparação com o mês anterior e redução de 30,0% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

No Rio Grande do Sul, o preço pago ao produtor em março situou-se em R$ 100,00/caixa com 10 kg, apresentando aumento de 0,9% na comparação com o mês anterior e redução de 14,9% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

No atacado

Ainda conforme a pesquisa de preços realizada pela Conab, o preço do alho, no atacado, no Estado de Goiás, em março, situou-se em R$ 165,00/ cx. com 10 kg, apresentando aumentos de 5,4% na comparação com o mês anterior e de 6,5% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

De acordo com a pesquisa de preços realizada pelo Instituto de Economia Agrícola de São Paulo (IEA), o preço do alho chinês, no mercado atacadista da região metropolitana de São Paulo, em março, situou-se em R$ 160,95/ cx. com 10 kg, apresentando aumento de 10,0% na comparação com o mês anterior.

Nesse mês de março, o preço do alho argentino situou-se em R$ 148,37/cx. com 10 kg, apresentando aumento de 15,6% na comparação com o mês anterior e redução de 18,5% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

O preço do alho nacional, com origem em Minas Gerais, situou-se em R$ 176,73/cx. com 10 kg, apresentando aumento de 11,2% na comparação com o mês anterior e redução de 18,2% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

Importações

No primeiro trimestre de 2021, as importações de alhos frescos ou refrigerados exceto para semeadura (NCM 0703 2090) apresentaram redução em termos de quantidade de 22,7% na comparação com o mesmo período do ano anterior, situando-se em 40,1 mil t, e redução de 45,5% em valor, representando um gasto com importações de US$ 54,3 milhões, a um preço médio de US$ 1.354,1/t, FOB países de origem, no período.

A principal origem das importações entre janeiro e março foi a Argentina, representando 81,5% do valor total importado (US$ 44,2 milhões) e 77,0% da quantidade (30,8 mil t), a um preço médio de US$ 1.432,7/t FOB no período.

A Argentina foi seguida pela China, representando 15,9% do valor total importado (US$ 8,6 milhões) e 20,7% da quantidade (8,3 mil t), a um preço médio de US$ 1.039,5t FOB.

O terceiro principal exportador para o Brasil no primeiro trimestre foi o Egito, que representou 1,7% do valor importado no período (US$ 938,4 mil) e 1,6% da quantidade (636,0 t), a um preço médio de US$ 1.475,5/t. Chile e Jordânia complementaram as origens das importações de alho do país em 2021, até março.

Em março, as importações de alhos frescos ou refrigerados exceto para semeadura (NCM 0703

2090) apresentaram redução, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, de 15,9% em termos de quantidade, situando-se em 13,8 mil t, e de 38,7% em valor, representando um gasto com importações de US$ 20,0 milhões, a um preço médio de US$ 1.453,6/t, FOB países de origem, no mês.

A principal origem das importações em março foi a Argentina, representando 85,6% do valor total importado (US$ 17,1 milhões) e 80,3% da quantidade (11,0 mil t), a um preço médio de US$ 1.549,1/t FOB no mês.

O preço FOB de importação em março de alho com origem na Argentina apresentou aumento de 9,3% na comparação com o mês anterior e redução de 26,0% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

Foi seguida pela China, representando 13,8% do valor total importado (US$ 2,7 milhões) e 19,1% da quantidade (2,6 mil t), a um preço médio de US$ 1.047,2/t FOB.

O preço FOB de importação em março de alho com origem na China apresentou reduções de 0,7% na comparação com o mês anterior e de 31,5% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

As importações de alho com origem na China devem recolher, quando internalizadas, o direito adicional de antidumping de US$ 0,78/kg, conforme determinado pela Portaria nº 4.593, de 2/10/2019, publicada no Diário Oficial da União, de 3/10/2019, medida que permanecerá em vigor até 3/10/2024.

O terceiro principal exportador para o Brasil em março foi o Egito, que representou 0,4% do valor importado no mês (US$ 74,7 mil) e 0,4% da quantidade (53,0 t), a um preço médio de US$ 1.409,6/t. O Chile complementou as origens das importações de alho do país em março.

A importação de alhos frescos ou refrigerados exceto para semeadura (NCM 0703 2090), está sujeita à alíquota de 35,0% ad valorem conforme determinado pela Lista de Exceções à Tarifa Externa Comum (LETEC).

Tendências do mercado brasileiro

Entre os fatores de alta, pode-se dizer que as regiões Sudeste e Centro-Oeste, responsáveis por 71,8% da produção de alho em 2019, encontram-se em entressafra. Entre dezembro/2020 e março/2021 os preços FOB origem, em dólar, das importações da Argentina subiram 28,7% e os da China subiram 8,6%. O primeiro trimestre apresentou redução de 22,7% das quantidades importadas na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, com menor volume de produto ofertado no mercado.

Quanto aos fatores de baixa, o recrudescimento da pandemia de covid-19, a queda da atividade econômica e o desemprego persistente representam redução do consumo de alimentos. O programa de Auxílio Emergencial deve amenizar esse impacto no mercado consumidor.

Qual a expectativa?

Os preços pagos ao produtor na região Sul, mesmo com a comercialização em andamento, apresentaram alta em março, movimento que deve permanecer em abril, devido à menor quantidade de produto no mercado.

Fonte: Relatório de Análise Mensal Conab

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