Especialmente as variedades block, palermo, de pimentões coloridos, vêm sendo cultivadas em ambientes protegidos. Muitos produtores descobrem que esse é um processo bastante vantajoso para seus negócios, pois as plantas ficam a salvo das mudanças de clima, doenças e pragas que naturalmente impedem os vegetais de serem saudáveis e rentáveis.
De acordo com Guga Rios, gerente comercial da Tropical Estufas, pimentões têm sido mais cultivados em ambientes protegidos. “As variedades variedades block e palermo, em especial, são muito difíceis de serem produzidas em campo aberto. Isto porque o fruto deve ficar mais tempo no pé para chegar ao ponto de maturação”, diz. Como os pimentões ficam mais expostos a intempéries climáticas e pragas, o uso de estufas tem despertado interesse nos produtores.
Guga Rios explica que com o uso de telas antiafídeo é possível reduzir consideravelmente o uso de defensivos agrícolas, diminuindo o custo de produção e vendendo o produto com um menor uso de defensivos. “O pimentão sofre muito com oídio (Oidiopsis taurica), requeima (Phytophthora capsici) e viroses. Com essa proteção e menor uso de defensivos agrícolas, a qualidade do fruto se torna bem superior”.
As estufas permitem maior atenção a detalhes do cultivo, com controle sobre incidência de luz, ventilação, irrigação e outros fatores que tornam os vegetais mais saudáveis. “Trabalhando com sistema de fertirrigação (irrigação + adubação), a planta tem melhor desenvolvimento, o que tornam necessários conhecimentos sobre curvas de absorção e manejo nutricional”, informa o gerente. Outro benefício é que com o cultivo em ambiente protegido, pode-se estender o período de colheita e aumentar a produtividade do pé.
O cultivo protegido deve sempre ser adaptado para atender às necessidades do produtor
A estufa é influenciada não só pelo tipo de cultivo, mas também pela região onde o projeto será instalado. “Mas no geral, a estufa para plantio de pimentões deve ser alta para evitar uma temperatura elevada, pois nesses casos pode ocorrer o abortamento das flores”, explica Guga. Em regiões quentes, é aconselhável utilizar estufas com abertura zenital, para melhor troca de temperatura e ventilação. Ele afirma também que as estufas devem ter pelo menos 4 metros até a linha de calha, sendo indicado o uso de telas antiafídeos para evitar a entrada de insetos; já que eles podem ser desfolhadores, causar danos aos frutos, ou até mesmo ser vetores de viroses.
Fonte: Tropical Estufas