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Pescado mais que presente na Semana Santa

Pescado mais que presente na Sexta-Feira Santa - Forte demanda de pescados na semana santa movimentou o setor, mas não deixou faltar o produto nas mesas dos consumidores brasileiros.
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Muitas datas religiosas fazem parte das tradições culturais por todo o mundo e algumas delas estão vinculadas a costumes e restrições na alimentação. A Sexta-Feira Santa ou Sexta-Feira da Paixão é a mais expressiva data cristã, que relembra a crucificação de Jesus Cristo e Sua morte no Calvário. É sabido que neste dia as pessoas se abstêm de carnes e tomam lugar às mesas os pratos elaborados com peixes. E no país do Agro, o Brasil, o peixe não faltou. 

O setor da piscicultura avança, cresce e se organiza, garantindo alimento de qualidade e muita diversificação. Em 2019, a piscicultura brasileira mantinha sua rota de crescimento. A produção avançou 4,9% e chegou a 758.006 toneladas de pescado. Foi o maior índice entre todas as proteínas animais no país. Os produtores fazem seu papel, basta ver os números: O Paraná com 154 mil toneladas, seguido por São Paulo com 70 mil. Embora os produtos sejam muito consumidos o ano todo, com o mercado se agitando devido à proximidade da Sexta-Feira Santa e da Páscoa, período de costumeiro consumo do bacalhau, os preços dos pescados disparam em razão da forte demanda.

A boa notícia é que há muitas opções na hora de substituir o apreciado bacalhau. Uma delas é a tilápia. O Brasil é o quarto maior produtor de tilápia do mundo, encostando no terceiro colocado, o Egito. Segundo o Anuário da Piscicultura, em 2020, o país produziu mais de 486 mil toneladas. A espécie representa 57% da produção nacional.

Peixe para todos

Também a exemplo de Cuiabá, podemos ver que é possível oferecer pescados a preços acessíveis à população. A produção de peixes de cultivo na baixada cuiabana tem crescido e agora ficou ainda mais otimista por conta da retomada do Projeto Peixe Santo. A prefeitura de Cuiabá, já há 30 anos, disponibiliza para população várias espécies a um preço popular, mas neste ano, nas semanas que antecederam este 1º de abril, Sexta-Feira Santa, o projeto foi realizado em quatro pontos da capital, com cerca de 80 toneladas de pescado comercializadas na modalidade de drive thru, para evitar aglomerações. Cada carro pôde adquirir até cinco peixes ao valor de R$ 15,90/kg.

Francisco Vuolo, o secretário e Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico do município, descreve a ação: “Foram três dias de Peixe Santo, 20 toneladas em cada ponto de venda para a população, em um sistema diferente, no modelo drive-thru, com aquisição de peixes nos veículos, com peixes inspecionados, de qualidade e com preço acessível. E resgatando uma tradição do povo cuiabano, que é uma determinação do prefeito Emanuel Pinheiro, sempre nos atentando ao cumprimento das medidas de biossegurança.”

Fonte: Equipe Agrovenki