Perspectivas para a soja

12 de janeiro de 2021

"O ano de 2021 se iniciou com preços da soja em forte alta no Brasil. De acordo com pesquisadores do Cepea, o impulso vem da interrupção dos embarques na Argentina, de expectativas de menor produção no país vizinho e das valorizações externas e cambial. Em apenas uma semana, as cotações da soja chegaram a subir mais de 10 Reais/saca", informam os pesquisadores do Cepea.
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Brasil deve engrenar mais seus embarques em fevereiro, com sinalizações de que volumes grandes deverão ser registrados entre março e abril

“O ano de 2021 se iniciou com preços da soja em forte alta no Brasil. De acordo com pesquisadores do Cepea, o impulso vem da interrupção dos embarques na Argentina, de expectativas de menor produção no país vizinho e das valorizações externas e cambial. Em apenas uma semana, as cotações da soja chegaram a subir mais de 10 Reais/saca”, informam os pesquisadores do Cepea.

De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), não foram computados volumes exportados de soja nesta primeira semana do novo ano dada a oferta muito restrita do restante da safra 2019/20. Como já vinha sendo esperado, a colheita 2020/21 começa um pouco mais tarde em função dos problemas climáticos enfrentados pelas regiões produtoras em quase todo país, principalmente durante o plantio.

Na análise de consultores de mercado – como Brandalizze Consulting -, o Brasil deve engrenar mais seus embarques em fevereiro, com sinalizações de que volumes grandes deverão ser registrados entre março e abril.

É preciso lembrar que a China comprou bastante nos Estados Unidos para garantir seu abastecimento e, aos poucos, começa a embarcar também a soja brasileira. Assim, caminhamos sem muita oferta entre janeiro e fevereiro aqui no Brasil.

Confirmando este cenário de uma demanda ainda firme pela soja brasileira e da pouquíssima oferta disponível – que fica, inclusive, no mercado interno neste momento – são os prêmios ainda positivos no mercado nacional. De acordo com o levantamento da Brandalizze Consulting, os compradores oferecem valores de 20 a 40 cents de dólar por bushel sobre os valores praticados na Bolsa de Chicago, enquanto os vendedores pedem entre US$ 1,20 e US$ 1,40.

Como a soja fechou 2020 como maior produto na pauta de exportações do Brasil e segue com fôlego para continuar forte em 2021, projeta-se uma safra maior neste ano e, com maior potencial de exportação para os próximos meses.

Fonte: Notícias Agrícolas

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