O AGRONEGÓCIO MAIS PERTO DE VOCÊ

Perspectivas para a soja

"O ano de 2021 se iniciou com preços da soja em forte alta no Brasil. De acordo com pesquisadores do Cepea, o impulso vem da interrupção dos embarques na Argentina, de expectativas de menor produção no país vizinho e das valorizações externas e cambial. Em apenas uma semana, as cotações da soja chegaram a subir mais de 10 Reais/saca", informam os pesquisadores do Cepea.
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Áudio

Brasil deve engrenar mais seus embarques em fevereiro, com sinalizações de que volumes grandes deverão ser registrados entre março e abril

“O ano de 2021 se iniciou com preços da soja em forte alta no Brasil. De acordo com pesquisadores do Cepea, o impulso vem da interrupção dos embarques na Argentina, de expectativas de menor produção no país vizinho e das valorizações externas e cambial. Em apenas uma semana, as cotações da soja chegaram a subir mais de 10 Reais/saca”, informam os pesquisadores do Cepea.

De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), não foram computados volumes exportados de soja nesta primeira semana do novo ano dada a oferta muito restrita do restante da safra 2019/20. Como já vinha sendo esperado, a colheita 2020/21 começa um pouco mais tarde em função dos problemas climáticos enfrentados pelas regiões produtoras em quase todo país, principalmente durante o plantio.

Na análise de consultores de mercado – como Brandalizze Consulting -, o Brasil deve engrenar mais seus embarques em fevereiro, com sinalizações de que volumes grandes deverão ser registrados entre março e abril.

É preciso lembrar que a China comprou bastante nos Estados Unidos para garantir seu abastecimento e, aos poucos, começa a embarcar também a soja brasileira. Assim, caminhamos sem muita oferta entre janeiro e fevereiro aqui no Brasil.

Confirmando este cenário de uma demanda ainda firme pela soja brasileira e da pouquíssima oferta disponível – que fica, inclusive, no mercado interno neste momento – são os prêmios ainda positivos no mercado nacional. De acordo com o levantamento da Brandalizze Consulting, os compradores oferecem valores de 20 a 40 cents de dólar por bushel sobre os valores praticados na Bolsa de Chicago, enquanto os vendedores pedem entre US$ 1,20 e US$ 1,40.

Como a soja fechou 2020 como maior produto na pauta de exportações do Brasil e segue com fôlego para continuar forte em 2021, projeta-se uma safra maior neste ano e, com maior potencial de exportação para os próximos meses.

Fonte: Notícias Agrícolas