Movimentação para a colheita da maçã em Vacaria

A cidade rio-grandense deve receber entre 10 e 12 mil trabalhadores para a colheita da fruta em 2021
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Segundo a Administração Municipal de Vacaria, no Rio Grande do Sul, a cidade deve receber entre 10 e 12 mil trabalhadores para a colheita da maçã em 2021, seguindo regras sanitárias para evitar a disseminação da Covid-19.

A terceira maior produtora e comercializadoras de maçã no Brasil, a Rasip, uma das pioneiras a atuar no segmento de maçãs no país (os primeiros pomares foram plantados na década de 70), inicia o ano comemorando crescimento e com boa expectativa para 2021. Em 2020, a empresa teve um crescimento de 26% na receita e se prepara para a colheita, que demandará a contratação de mais de dois mil safristas. Os trabalhadores temporários atuarão em Vacaria, localizada nos Campos de Cima da Serra Gaúcha, onde estão localizados os pomares da empresa. A expectativa da Rasip para esta safra é de um volume de 54 mil toneladas de maçã.

A empresa será responsável pelo contrato de aproximadamente 20% dos safristas temporários que se deslocarão de diferentes partes do país para a Serra Gaúcha. “Atualmente a RAR conta com 900 funcionários fixos, então, durante a safra, o número de trabalhadores praticamente triplica devido às contratações temporárias.  Os safristas ficam hospedados em alojamentos nos próprios pomares e têm acesso a atendimento médico com ambulatório e três refeições diárias”, explica Sérgio Martins Barbosa, diretor-superintendente da RAR, marca corporativa que engloba a Rasip.

Contratações temporárias

As contratações temporárias ocorrem entre o final de janeiro e a metade de março para a colheita da variedade Gala, e por um mês no final de março para a colheita da variedade Fuji e novamente em novembro, para o ‘raleio’, que é a retirada do excesso de frutos do pomar para retomar a produção. O diretor destaca que a logística é vantajosa para a empresa, pois os trabalhadores residem temporariamente no local de trabalho, o que resulta em maior produtividade. Ao mesmo tempo, muitos dos safristas conseguem sustentar a família durante o ano inteiro com o salário que recebem pela colheita.

Adaptações em função da pandemia

Para acomodar os trabalhadores e garantir distanciamento, a Rasip criou três alojamentos de campanha, ampliando a capacidade de hospedagem no auge da safra. “Tínhamos uma preocupação com a Covid e acabamos construindo protocolos junto aos órgãos públicos. Se houver qualquer caso da doença, temos áreas separadas nos alojamentos para isolar essas pessoas. Mas, até agora, está transcorrendo tudo bem”, salienta Celso Zancan, diretor de fruticultura da Rasip.

Quase metade da força de trabalho temporária da Rasip já está até vacinada contra a Covid-19. Entre os safristas, há 987 indígenas do Mato Grosso do Sul, que receberam a primeira dose antes de virem ao Estado. Como eles devem permanecer nos pomares até o final de fevereiro, está sendo estudada a possibilidade desse grupo tomar a segunda dose da vacina em Vacaria. Além disso, o trabalho nos pomares respeita o distanciamento físico e toda a equipe utiliza máscaras, fazendo a aplicação de álcool gel e lavando as mãos frequentemente.

 Fonte: Sâmela Lauz/Assessoria Rasip

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