Material à base de plantas pode substituir plásticos descartáveis

Cientistas japoneses criam copos e canudos biodegradáveis a partir de celulose, resistentes e sustentáveis. Entenda a inovação que promete reduzir poluição nos oceanos.
Compartilhe no WhatsApp
Material à base de plantas pode substituir plásticos descartáveis
Foto: Divulgação

Pesquisadores da Agência Japonesa de Ciência e Tecnologia da Terra e do Mar desenvolveram um material sustentável à base de celulose – componente principal do papel – que pode substituir plásticos descartáveis em produtos como copos, canudos e embalagens. Impermeável e rígido, o novo material se decompõe em até 300 dias no oceano, contra centenas de anos dos plásticos convencionais. A descoberta, publicada recentemente, abre caminho para alternativas ecológicas em um mundo que descarta 8 milhões de toneladas de plástico nos mares anualmente.

Como a celulose vira alternativa ao plástico?

A inovação parte de um tratamento químico com brometo de lítio, que transforma a celulose (encontrada em plantas e fibras recicladas, como roupas usadas) em uma estrutura transparente e moldável. Diferente do celofane, que requer coagulantes químicos, o processo dispensa aditivos poluentes e permite criar objetos resistentes:

“Este material regenerado é moldável e tem potencial para substituir plásticos convencionais em larga escala”, afirma Noriyuki Isobe, líder do estudo.

Críticas e ressalvas

Apesar do avanço, especialistas alertam: substituir plástico por outro material descartável não resolve a cultura do “uso único”. “Precisamos questionar o consumo excessivo, exceto em casos essenciais, como na medicina”, diz Bhavna Middha, pesquisadora de sustentabilidade do Instituto Real de Tecnologia de Melbourne.

A equipe japonesa busca parcerias para escalar a produção e testar o material em larga escala. Objetivo: oferecer uma solução viável para indústrias de alimentos, bebidas e hospitais, setores que dependem de itens descartáveis.

A poluição plástica ameaça 90% das espécies marinhas, segundo a ONU. Inovações como esta, aliadas à redução do consumo, são peças-chave para cumprir metas globais de sustentabilidade até 2030.

Por Agro em Campo

Leia outras notícias no portal Mundo Agro Brasil

Relacionadas

Veja também

Queijo do Marajó Fazenda São Victor recebe Medalha de Ouro e é eleito o Melhor Queijo do Pará; queijaria também conquista medalhas com doce de leite e manteiga de búfala.
Novo espaço nasce da parceria com a Physical Care Equine e reúne tecnologia, ciência e atendimento especializado para cavalos atletas e não atletas
A aquisição da JDE Peet’s pela Keurig Dr Pepper, avaliada em R$ 100 bilhões, transforma o mercado brasileiro de café e fortalece marcas como Pilão e L’OR. Entenda os impactos e mudanças após a transação bilionária.