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Manejo alimentar dos caprinos

Em foco, a categoria de acabamento em confinamento
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Como foi dito no artigo anterior, “Manejo Alimentar de Reprodutores”, o manejo alimentar deve seguir as fases do sistema de produção, ou seja, para cada categoria, em cada fase de produção. E, dando sequência ao estudo feito por técnicos da Embrapa sobre manejo alimentar de caprinos no Nordeste Brasileiro, agora vamos abordar outro aspecto de categorias do sistema de produção, o acabamento em confinamento.

Acabamento em confinamento

O confinamento é uma prática que consiste na seleção e no confinamento de ovinos jovens (cordeiros), machos e/ou fêmeas, com vistas a prepará-los para o abate num curto espaço de tempo. No Nordeste, essa prática é recomendada, principalmente, para o Semi-Árido do Nordeste brasileiro, onde se observa uma grande carência de forragem nas pastagens, durante a época seca.

Considerando que o ganho muscular de cordeiro e cabritos ocorre, principalmente, até a puberdade, que ocorre por volta de cinco a seis meses de idade. A partir dessa idade inicia-se a deposição de gordura. Assim, selecionar animais jovens (por volta de 90 dias) e saudáveis (livres de parasitas externos, vermifugados e vacinados contra enfermidades endêmicas), com mínimo de 15 kg de peso vivo.

A duração do confinamento é um fator de elevação de custos. Portanto, quanto maior for o tempo de confinamento, maior será o custo de produção e menor será a rentabilidade do negócio. Estudos indicam que a duração do confinamento deve ficar entre 56 e 70 dias.

A castração é recomendada com o propósito de evitar a presença de sabor e odor desagradáveis que surgem na carne a partir da puberdade do animal. Animais inteiros (não castrados) apresentam maior potencial para ganho de peso e carcaças mais magras. Portanto, como a terminação de cordeiros, em confinamento, propicia o abate de animais em idade precoce (150 e 180 dias de idade) a castração não é recomendável.

Manejo Alimentar

A alimentação é o fator mais importante para a viabilidade econômica do confinamento no Nordeste, pois, chega a ser responsável por até 70% dos custos de produção (Barros et al, 1997). Assim, reduzir custos com alimentação sem, contudo, reduzir o desempenho dos animais significa aumentar o rendimento financeiro desta prática. Ressalte-se que os concentrados, geralmente, são os alimentos que mais oneram a alimentação de cordeiros confinados. Portanto, faz-se necessário a busca por ingredientes alternativos que substituam ou reduzam a quantidade de uso dos tradicionais milho e soja.

As opções de ingredientes para ração de cordeiros em confinamento são numerosas. Deve-se, entretanto, procurar escolher aqueles ingredientes que apresentem qualidade nutritiva condizente com as necessidades nutricionais dos animais e que estejam disponíveis ou possam ser produzidos na propriedade ou em regiões próximas. Sempre que for conveniente, procurar utilizar alimentos produzidos na propriedade, como é o caso de gramíneas e leguminosas. Outra opção é a utilização de resíduos agroindustriais, em substituição aos grãos e aos farelos de oleaginosas.

 As dietas para confinamento de cordeiros e cabritos devem ser formuladas em função de suas necessidades nutricionais, as quais estão relacionadas com a capacidade de ganho de peso dos animais.

Os resultados indicam que a espécie caprina apresenta menor desempenho em confinamento que a ovina. Mesmo animais da raça Boer, que é especializada para produção de carne, bem como seus mestiços, o ganho de peso máximo observado foi de 203 g/animal/dia, enquanto que para cordeiros ¾ Suffolk x ¼ SRD há registro de até 307 g/animal/dia. Este fato é compreendido ao analisar os resultados obtidos com cordeiro Finnish Landrace (FLS) e cabritos da raça Finnish Landrace (FLG). Ressalte-se que os cabritos necessitaram de 60 dias a mais que os cordeiros para atingirem 18 kg de peso de carcaça.

Fonte: Embrapa – Sistemas de Produção – Embrapa Caprinos