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Mais quedas no mercado de suínos

Segmento atormentado desde o início do mês com queda de preços x custos de produção e desvalorização da arroba
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Ao início da segunda quinzena de março, quando, tipicamente, a liquidez interna no mercado de suínos se enfraquece, se somou às novas medidas de isolamento para contenção da pandemia de covid-19. Esta é a análise do Cepea/Esalq, comentando que as cotações do mercado de suínos tiveram quedas (23/03).

Segundo os pesquisadores do Cepea, as novas restrições, além diminuírem a demanda de restaurantes e de serviços de alimentação, tendem a limitar também o consumo das famílias, à medida que prejudica a renda e o poder de compra da população.

Em São Paulo, segundo a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF teve desvalorização de 1,90%/4,35%, chegando a R$ 103,00/R$ 110,00, enquanto a carcaça especial caiu 1,18%/1,14%, valendo R$ 8,40/R$ 8,70 o quilo.

No caso do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (22), houve queda de 4,53% em São Paulo, valendo R$ 5,90/kg, recuo de 2,62% no Paraná, precificado em R$ 5,94/kg, baixa de 1,62% em Santa Catarina, atingindo R$ 6,06/kg, retração de 0,79% no Rio Grande do Sul, com valor de R$ 6,26/kg, e de 0,17% em Minas Gerais, fechando em R$ 5,99/kg.

Lembrando aqui, que no início de março (08/03) as notícias dos preços do animal vivo já mostravam valores preocupantes. João Carlos Bretas Leite, presidente da Associação de Suinocultures de Minas Gerais (Asemg), dizia: “As últimas duas semanas foram de queda para o mercado da suinocultura independente em Minas Gerais, com o preço do animal vivo chegando a R$ 7,00/kg. Este valor praticamente ‘empata’ com os custos de produção, estimados por ele em R$ 6,50/kg de animal.

Já se analisava que estas quedas foram motivadas por uma conjunção de fatores, unindo o baixo consumo no final do mês com o lockdown no principal Estado consumidor, que é São Paulo. “Com isso, os suínos que iriam para São Paulo, vindos da região Sul do país com preço mais competitivo, acabam entrando no mercado mineiro”, disse João Carlos Bretas.

De acordo com ele, para que o suinocultor mineiro tenha uma margem de lucro, seria preciso que o preço do quilo do animal vivo estivesse em torno de R$ 8,50. “Com estas incertezas na economia, não sabemos quando o valor poderá chegar a este patamar. E outro ponto de atenção são os custos de produção, que há a certeza de que não deve baixar, mas a dúvida de quanto ainda vai subir”, afirmava.

Enquanto isso, na China

Na quarta-feira (24/03), o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais comunicava o relato da China sobre um surto de peste suína africana na região de Xinjiang. De acordo com as notificações, o surto ocorreu em uma fazenda na prefeitura de Yili, com 466 porcos e 280 mortos, acrescentando que os porcos restantes foram sacrificados.

Fonte: Análise Cepea/Esalq