Indígenas aprofundam conhecimentos para desenvolver apicultura em aldeias

Começam os cursos profissionalizantes da cadeia produtiva na Terra Indígena Grande Sangradouro voltados para a apicultura
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Indígenas aprofundam conhecimentos para desenvolver apicultura em aldeias
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Áudio

Em 28 de junho teve início uma série de treinamentos de cadeia produtiva na Terra Indígena (TI) Grande Sangradouro, em Primavera do Leste. Ao todo, serão seis capacitações voltadas para a apicultura. Elas serão realizadas até o final de julho e contarão com a participação de 15 indígenas da etnia Xavante. 

Os participantes irão aprender sobre produção de abelhas rainhas do gênero APIS, manejo avançado de apicultura, comercialização de produtos agropecuários, associativismo e cooperativismo, primeiros socorros e relacionamento interpessoal. O conhecimento vem agregar às técnicas aprendidas no curso de apicultura básica, concluído pelos indígenas em maio. 

A capacitação deve-se à parceria com o Sindicato Rural de Primavera do Leste e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT). De acordo com o presidente do Sindicato, Marcos Bravin, a iniciativa promove desenvolvimento aos indígenas. “O povo indígena Xavante identificou na cadeia produtiva do mel uma oportunidade para desenvolvimento e estamos proporcionando a formação no curso profissionalizante de apicultura”. 

O presidente da cooperativa indígena Xavante Cooigrandesan TI Sangradouro, Gerson Waraiwe, elogiou o incentivo que os indígenas têm recebido para desenvolver a apicultura na região. “É uma oportunidade de aproveitar o potencial do mel silvestre nas nossas áreas e futuramente complementar a renda da nossa comunidade”. 

A Terra Indígena Sangradouro consiste em 57 aldeias espalhadas por três municípios mato-grossenses: Poxoréu, General Carneiro e Novo São Joaquim. Os treinamentos serão concentrados na Aldeia Mãe e posteriormente o trabalho será expandido para as demais localidades. 

“Já ganhamos 90 caixas de abelha por meio de outras parcerias e estamos aguardando a complementação da formação técnica para começarmos a produzir”. 

Segundo Waraiwe, até agora cerca de 60 indígenas já foram capacitados com treinamentos do Senar-MT e Sindicato Rural, dentre eles operação de maquinário agrícola, conhecimento que já tem sido utilizado nas terras indígenas que desenvolvem a agricultura. 

Fonte: Senar-MT 
Crédito da foto: Divulgação

Leia outras notícias no portal Mundo Agro Brasil

Relacionadas

Leia também