Giro da laranja

Enquanto o Peru bate recordes nas exportações, o Texas tem perdas na produção por causa do frio
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Em ano de pandemia, o mercado de frutas cítricas oscilou no mundo. Enquanto o Peru fechava (2020) com um total de 244.783 toneladas de frutas cítricas exportadas (46% de laranjas), o Egito registrava crescimento da produção, de 6,25% na safra 2020/2021, e o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reduzia a estimativa de produção de laranjas na Flórida para a safra 2020/21.

O Peru cresceu 37% em vendas de frutas cítricas em 2020, atingindo o maior volume já embarcado pelo país. Porcentagem acima da registrada na safra passada, segundo dados da Câmara de Comércio de Lima (Idexcam). Esse crescimento foi impulsionado pelo aumento de demanda de frutas com vitamina C durante a pandemia.

As laranjas tiveram papel importante no avanço das exportações com um crescimento de 46% nos volumes embarcados. Os principais mercados das laranjas peruanos são Reino Unido, Países Baixos, Panamá, Suécia e Estados Unidos. A produção de laranjas tem crescido no país. Em 2020 o Peru produziu 13,5 milhões de caixas de 40,8kg de laranja, crescimento de 3% em relação à safra passada.

Enquanto isso, no Texas (EUA), em março deste ano, tempestade com ventos congelantes causou impacto na produção de laranjas do estado. E os efeitos da tempestade continuam causando impactos na produção agrícola da região. De acordo com a comissão de agricultura do Texas, o prejuízo da citricultura, considerando apenas a perda de frutas e não os danos nas árvores, deverá ser superior a US$ 300 milhões. “Isso colocará muitos citricultores para fora do mercado”, ressaltou o Comissário de Agricultura, Sid Miller.

Terceiro principal estado produtor de laranjas dos Estados Unidos , a preocupação é que os efeitos da tempestade agravem a crise causada pela pandemia nos últimos meses. Diante do cenário, produtores reforçaram o pedido de inclusão da indústria cítrica na lista de setores essenciais do estado, o que possibilita uma série de recursos e linhas de créditos. Contudo, o governo do Texas ainda não sinalizou com a possibilidade da inclusão.

A previsão de colheita de laranjas no Texas, antes da tempestade, permaneceria inalterada em 1,5 milhão de caixas de 40,8kg. Desse total, 1,3 milhão de caixas de variedades não Valencias e 200.000 caixas da variedade Valência.

Já o Egito e a África do Sul comemoram o crescimento na produção de laranjas. A expansão de áreas de produção somadas ao clima favorável durante os períodos de floração e frutificação, devem fazer com que a produção total de laranjas no Egito registre crescimento de 6,25% na safra 2020/2021, com volumes de  83 milhões de caixas de 40,8kg.

Os dados fazem parte de um relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que estima também que os volumes de consumo, processamento e exportação devem crescer impulsionados pelo aumento da oferta. Espera-se que União Europeia, Rússia, Arábia Saudita e China continuem sendo os principais destinos para as laranjas do Egito.

O clima também deverá favorecer a produção de laranjas na África do Sul. A previsão é de que o país produza 41 milhões de caixas de 40,8kg na safra 2020/2021, alta de 3% em relação à safra anterior. Do total produzido, 77,5%, ou 31,8 milhões de caixas, devem ser destinados para exportação. Segundo o USDA, o volume responde por mais de um quarto do comércio global da fruta. A União Europeia deve continuar como principal compradora das laranjas sul-africanas.

Produção de laranjas na Flórida é revisada para baixo

Nova projeção da USDA aponta produção de 55,5 milhões de caixas no Estado. Caso se confirme, número representará queda de 18% ante a safra passada. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos reduziu a estimativa de produção de laranjas na Flórida para a safra 2020/21. A nova projeção aponta que e estado deve colher 55,5 milhões de caixas de laranja de 40,8kg, uma queda de 1% em relação à previsão de fevereiro. Caso a previsão se confirme, a produção registrará queda de 18% ante à safra passada.

A produção da variedade Valência foi reduzida em 1 milhão de caixas para 33 milhões de caixas. Segundo o USDA, a queda está acima do índice máximo e deve permanecer assim na colheita, que está em fase inicial. O tamanho da fruta também está abaixo da média e deve se manter nesse patamar.

Já as outras variedades tiveram a projeção aumentada em 500 mil caixas, para 22,5 milhões de caixas de 40,8kg. O relatório do órgão americano aponta que cerca de 97% dessas variedades já foram colhidos até 25 de fevereiro de 2021.

Na Califórnia, a previsão da safra de laranja da aumentou em 1 milhão de caixas para 52 milhões de caixas. O aumento deve-se à maior oferta da variedade Valência, que passou de 9 milhões de caixas para 10 milhões de caixas.

Fonte: USDA

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