Fruticultura paulista exporta mais de U$$250 milhões

27 de janeiro de 2025

Setor de frutas teve crescimento financeiro de 13%, em relação a 2023 e o aumento do dólar contribuiu para as vendas ao exterior
Compartilhe no WhatsApp
Fruticultura paulista exporta mais de U$$250 milhões

O agronegócio paulista é o principal responsável pelo superávit da exportação da balança comercial do país. O setor de fruticultura de São Paulo teve um crescimento financeiro no mercado exterior, em 2024. De acordo com o levantamento realizado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA – Apta) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), no acumulado do ano passado, foram comercializados mais de US$250 milhões, um aumento de 13%, em relação a 2023.

O destaque foi para limões e lima que totalizaram 50% de participação (US$121 milhões), com o envio de 112 mil toneladas. Outros produtos como a manga (US$14 milhões) e o mamão (US$1,5 milhão), também tiveram saldo positivo no ano. “São Paulo assumiu a posição de principal exportador agrícola do país, resultado de nossa diversificação de culturas, com destaque para a fruticultura. Nossos produtores têm excelência em todos os produtos que se dedicam a produzir, o que agrega, para além do mercado interno, o desempenho do comércio exterior do estado”, destacou o secretário de Agricultura e Abastecimento, Guilherme Piai.

Na balança comercial, um fator crucial foi o aumento significativo do dólar, em 2024, que impactou diretamente os produtos nacionais destinados ao comércio exterior. O dólar encerrou o ano em R$6,18, alta de 27,36% ao longo de 2024. A valorização da moeda americana tornou mais rentáveis aos produtores as vendas de frutas.

No cenário geral, o agro paulista exportou um total de US$30,64 bilhões (corresponde a R$184,7 bilhões), representando um aumento de 6,8% em comparação com o ano anterior. Sendo responsável por 18,6% das exportações do agronegócio brasileiro em 2024, destacando-se especialmente nos grupos de sucos (84,1% do total nacional).

Com ações não somente ao mercado externo, mas com o objetivo de promover ainda mais a produção de frutas no estado, o governo de São Paulo, por meio da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, lançou uma linha de crédito com o valor disponibilizado de R$10 milhões, voltada para a fruticultura. A Linha de Crédito Fruticultura do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP) possui taxa de 3% ao ano; 84 meses de prazo e 24 meses de carência.

“Estamos lançando uma linha específica para o setor de fruticultura que passa por um momento muito delicado em razão de mudanças climáticas. Esperamos que este recurso venha desenvolver ainda mais o setor que contribui significativamente para a economia brasileira e para o pequeno produtor rural “, disse o secretário executivo do Feap, Daniel Miranda.

Para o secretário de Agricultura e Abastecimento, Guilherme Piai, a fruticultura paulista se destaca por sua diversidade produtiva e o investimento de cada região para impulsionar sua vocação. “São Paulo detém polos produtivos consolidados para cada fruta, nos quatro cantos do estado. Esse diferencial é resultado da pesquisa, da extensão rural e da inspeção conduzida pelos institutos e coordenadorias da Secretaria de Agricultura de SP”, afirma Guilherme Piai.

O estado possui o Circuito das Frutas formado pelos municípios de Atibaia, Indaiatuba, Itatiba, Itupeva, Jarinu, Jundiaí, Louveira, Morungaba, Valinhos e Vinhedo. Com as principais culturas da uva, morango, pêssego, goiaba, ameixa, caqui, acerola e figo. O polo produtivo destaca-se pela realização do turismo rural nas diversas propriedades existentes, aproveitando o potencial de produção de frutas historicamente presente na região.

Por Secretaria da Agricultura do Estado de São Paulo

Leia outras notícias no portal Mundo Agro Brasil

Relacionadas

Veja também

Novo espaço nasce da parceria com a Physical Care Equine e reúne tecnologia, ciência e atendimento especializado para cavalos atletas e não atletas
A aquisição da JDE Peet’s pela Keurig Dr Pepper, avaliada em R$ 100 bilhões, transforma o mercado brasileiro de café e fortalece marcas como Pilão e L’OR. Entenda os impactos e mudanças após a transação bilionária.
Representantes do Ibraoliva receberam detalhamento das áreas e apresentaram propostas para ampliar proteção