O AGRONEGÓCIO MAIS PERTO DE VOCÊ

Folhas e condimentos e as novas normas de produção integrada

Um dos objetivos da Instrução Normativa, que entrará em vigor em fevereiro, é evitar o uso desnecessário de insumos com a aplicação mais eficiente de recursos naturais
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Áudio

Tendo como objetivo garantir segurança e qualidade dos alimentos utilizando-se das boas práticas agrícolas, a partir de 1º de fevereiro, entra em vigor a Instrução Normativa nº 1 que traz as normas técnicas para produção integrada de folhosas, inflorescência e condimentais. A instrução foi publicada no dia 13 de janeiro.

O regulamento é resultado de uma parceria com a área produtiva, Embrapa Hortaliças e órgãos públicos e da iniciativa privada. E o intuito principal é promover a produção sustentável de alimentos, diminuição do custo de produção, evitando o uso desnecessário de insumos e com a aplicação mais eficiente de recursos naturais. A produção integrada envolve utilização de alta tecnologia, que permite o monitoramento dos processos, o manejo integrado de pragas e a rastreabilidade de toda a cadeia.

A publicação traz normas para 32 espécies: acelga, agrião, aipo, alcachofra, alecrim, alface, alho porró, almeirão, aspargo, brócolis, cebolinha, chicória, coentro, couve, couve chinesa, couve de bruxelas, couve-flor, erva doce, escarola, espinafre, estévia, estragão, hortelã, louro, manjericão, manjerona, mostarda, orégano, repolho, rúcula, salsa e sálvia.

Segundo a coordenadora de Produção Integrada da Cadeia Agrícola, “trata-se de alimentos consumidos pela população brasileira regularmente, na maioria das vezes crus, que necessitam de todos os cuidados para garantir o consumo seguro, em relação a contaminantes biológicos, físicos e químicos.”

Para garantir o alimento seguro, o sistema de produção integrada prevê a adoção das Boas Práticas Agrícolas (BPA), incluindo a rastreabilidade desde a origem, do campo até a mesa do consumidor.

A adesão à produção integrada é voluntária. Se o produtor aderir ao sistema, precisa cumprir todas as normas, como uso racional de insumos e capacitação técnica da equipe, ter um responsável técnico e obter uma certificação do produto concedida por uma entidade credenciada pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).

Dessa forma, ao comprar produtos com o selo Brasil – Certificado Agricultura Qualidade -, o consumidor tem a garantia de estar levando um produto seguro e de qualidade, respeitando todas as regras sanitárias e ambientais. E, ao mesmo tempo, ainda de acordo com a coordenadora, é na verdade um trabalho de conscientização, capacitação de trabalhadores e produtores, manejo, responsabilidade, segurança do trabalho, rastreabilidade da produção e certificação.

Um dos pontos positivos, como destaca a coordenadora, “é que a produção integrada permite ao agricultor gerenciar melhor a propriedade, reduzir a aplicação de defensivos químicos, aumentar a produtividade, além da obtenção de um alimento com melhor aparência, durabilidade, mais qualidade, aroma e sabor”.

Pelo lado econômico do negócio, com a produção integrada, o produtor ainda pode aumentar a lucratividade, com o custo menor na produção e apresentando um produto com alto valor agregado, atendendo mercados mais exigentes.

Produção Integrada para todo o Agronegócio

A Produção Integrada começou no Brasil com o Marco Legal da Produção Integrada de Frutas (PIF), em 2001. Atualmente, a Produção Integrada é válida para todas as cadeias do agronegócio, ficando a cargo dos colegiados específicos a apresentação de propostas de normas para cada cultura.

Atualmente, o Brasil conta com 72 culturas com as normas técnicas aprovadas e publicadas pelo Mapa para produção integrada.

Além disso, o produtor pode acessar a linha de crédito Inovagro, com vantagens exclusivas, para financiar a adequação da sua propriedade ao sistema.

Fonte: Mapa