Exportações de feijão batem recorde histórico, mas mercado interno segue retraído

15 de outubro de 2025

Enquanto as vendas externas de feijão somaram 85,4 mil toneladas em setembro, o consumo doméstico desacelerou
Compartilhe no WhatsApp
feijão

O Indicador Cepea/CNA destaca que o mercado interno do feijão carioca (notas 9 ou superiores) manteve a baixa liquidez, no período de 2 a 9 de outubro, favorecida pelas chuvas registradas em diferentes estados, que reduziram o interesse de compra.

As quedas mais expressivas ocorreram em Sorriso (MT), onde a média recuou 6,23% entre 2 e 9 de outubro, de R$ 218,33 para R$ 204,72/saca de 60 kg na quinta (9). No Leste Goiano, o recuo foi de 4,91% (para R$ 229,07/sc); em Belo Horizonte (MG), de 4,6% (para R$ 250,00/sc); e no Noroeste de Minas, de 2,31% (para R$ 247,79/sc).

Em relação ao feijão carioca (notas 8 e 8,5), as compras também recuaram na maioria das praças, refletindo a qualidade inferior dos lotes e a menor demanda. No Sul Goiano, os preços caíram 4,6% em sete dias, ficando R$ 209,09 a saca. Em Belo Horizonte, a queda foi de 4,0%, com valor de R$ 205,00/sc e no Centro/Noroeste Goiano de 3,2% com R$ 198,38 a saca.

Já o mercado do feijão preto tipo 1, após a forte valorização observada em setembro, o mercado apresentou ajustes negativos moderados, com reposição mais lenta e demanda estabilizada.

Em Curitiba (PR), o preço caiu de R$ 159,07 para R$ 155,50/sc (queda de 2,3%). Na metade sul do estado, o recuo foi de 2,8%, para R$ 143,33/sc. No Oeste Catarinense, o movimento foi praticamente estável, com negócios a R$ 137,74/sc, enquanto em Itapeva (SP) houve valorização de 6,3%, para R$ 170,00/sc.

Exportações de feijão

O indicador também apontou que as exportações brasileiras de feijão alcançaram novo recorde histórico em setembro, com 85,4 mil toneladas embarcadas no mês e 488,4 mil toneladas no acumulado de 12 meses.

No período de janeiro a setembro de 2025, o volume exportado (361,9 mil t) já supera todo o total de 2024. O estado de Mato Grosso lidera como principal exportador, seguido por Tocantins, Paraná, Minas Gerais e Goiás, enquanto a Índia concentra mais da metade das compras (57%). A maior parte dos embarques é composta por feijões do tipo vigna mungo e radiata.

Para o assessor técnico da CNA, Tiago Pereira, o cenário atual combina dois fatores opostos: um movimento recorde das exportações e um mercado interno ainda enfraquecido pela menor demanda e pelos efeitos do clima.

“A intensificação das chuvas em outubro tende a influenciar esse cenário, principalmente no Paraná, que concentra boa parte da primeira safra de feijão do país”, afirmou.

Por CNA

Leia outras notícias no portal Mundo Agro Brasil

Relacionadas

Veja também

Novo espaço nasce da parceria com a Physical Care Equine e reúne tecnologia, ciência e atendimento especializado para cavalos atletas e não atletas
A aquisição da JDE Peet’s pela Keurig Dr Pepper, avaliada em R$ 100 bilhões, transforma o mercado brasileiro de café e fortalece marcas como Pilão e L’OR. Entenda os impactos e mudanças após a transação bilionária.
Representantes do Ibraoliva receberam detalhamento das áreas e apresentaram propostas para ampliar proteção