Estações meteorológicas são ampliadas no Rio Grande do Sul

30 de junho de 2022

As estações são instaladas diretamente no campo para efetivar o monitoramento direto nas propriedades rurais e assim estabelecer as condições climáticas
Compartilhe no WhatsApp
Estações meteorológicas são ampliadas no Rio Grande do Sul
Primeira estação meteorológica instalada em 2020, em Pinheiro Machado – Foto: Divulgação/Seapdr

A rede de estações automáticas para o monitoramento agroclimático e desenvolvimento de produtos específicos para o setor agropecuário do Rio Grande do Sul vem sendo ampliada, desde 2019, pelo Sistema de Monitoramento e Alertas Agroclimáticos (Simagro) da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr).

De acordo com Flavio Varone, meteorologista da Seapdr, até o final de 2023, a rede própria do Estado contará com 100 pontos de coleta de dados agroclimáticos. “Isso vai trazer um monitoramento bem robusto para o Rio Grande do Sul”, garante. “A ideia é gerar produtos específicos para o setor agropecuário, baseados nessas informações das estações. Vamos gerar índices para doenças que afetam as principais culturas como uva, soja, oliveira, entre outras”, explica Varone. 

Estações em áreas produtoras

Segundo Varone, todas as estações são instaladas em áreas produtoras, diretamente no campo, para efetivar o monitoramento direto nas propriedades rurais e assim estabelecer as condições climáticas que estão predominando no momento e definir as necessidades ambientais que as culturas precisam para reestabelecer seu desenvolvimento normal.

O projeto Simagro visa estabelecer uma relação de proximidade com o setor agropecuário do Rio Grande do Sul, onde a Seapdr fornece a estação, e o produtor entra com uma estrutura para fixação do equipamento e internet para envio dos dados coletados. O produtor/parceiro acessa os dados da sua propriedade num aplicativo gratuito, e as informações de todas as estações são disponibilizadas no site simagro.rs.gov.br.

No futuro, Varone projeta uma malha mais densa, com uma estação instalada a cada 50 quilômetros dentro do território gaúcho.

Fonte: Seadpr

Leia outras notícias no portal Mundo Agro Brasil

Relacionadas

Veja também

Tecnologia de custo irrisório e alta durabilidade pode ser o próximo grande salto para enxergar o que acontece no solo e na planta antes que o prejuízo apareça.
Modelo que combina geração elétrica e agricultura no mesmo terreno já tem mostrado resultados expressivos ao redor do mundo.
Serão investidos R$ 60 milhões no fomento à pesquisa e ao desenvolvimento em busca do avanço tecnológico em hidrogênio de baixa emissão e fontes renováveis no Brasil
Pesquisa desenvolve método que usa laser e inteligência artificial para estimar, em uma única análise, a densidade do solo e o teor de carbono.