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Embrapa lança documentário sobre a produção de café Robusta fino em terroir Amazônico

Perfil de produção de um café com qualidade que preserva a tradição dos pioneiros, a cultura do indígena e que mantém vivo o sonho de homens, mulheres e jovens no campo
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Áudio

O documentário “Robustas Amazônicos – Aroma, sabor e histórias que vêm das Matas de Rondônia” retrata a realidade de uma cafeicultura única, emblemática e sustentável. São quase 50 minutos de uma imersão nesse terroir amazônico, conduzida por meio das histórias de vida e de valores culturais e agronômicos dessa região. Apresenta o perfil de produção de um café com qualidade que preserva a tradição dos pioneiros, a cultura do indígena e que mantém vivo o sonho de homens, mulheres e jovens no campo.

Esses cafés não refletem apenas a sua genética única, que se adaptou em terras amazônicas. São grãos especiais que agregam riqueza, tecnologia e preservação. Têm, em seus aromas e sabores, a complexidade e a mistura de sua gente. O documentário completo está disponível no canal da Embrapa no Youtube: https://youtu.be/tG1xUSKZwbw.   

Todo o enredo se desenvolve na região que possui mais de 60% das áreas com lavouras de café em Rondônia, responsável por 83% dos mais de 2 milhões de sacas produzidas anualmente no estado. Trata-se da região Matas de Rondônia, o terroir dos Robustas Amazônicos, que está em processo final de reconhecimento da sua Indicação Geográfica – IG. Esta será a primeira IG de cafés canéforas (robusta e conilon) sustentáveis do mundo, com a chancela da Global Coffee Plataform – GCP.

Adoção de tecnologias e agregação de valor

Com o uso de tecnologias há uma nova gama de possibilidades na produção de cafés canéforas com qualidade. O trabalho da Embrapa Rondônia tem sido o de motivar e subsidiar as boas práticas no campo. Na pós-colheita, os maiores avanços estão na busca do ponto ideal de colheita, na validação de equipamentos para a colheita semimecanizada e nos processos de secagem lenta e cuidadosa dos frutos para atingir a qualidade desejada.

Com a evolução dos materiais genéticos e lançamento de clones individuais, os pesquisadores recomendam que, apesar de serem plantados em linhas sucessivas – seis ou mais clones – no momento dos tratos culturais, adubação, poda e, principalmente, durante a colheita e pós-colheita, cada clone receba uma atenção individual (planta) e coletiva (lavoura). A pesquisa tem demonstrado que, cada clone tem características genéticas distintas e isso reflete em seu ciclo de maturação, conferindo características sensoriais próprias.

Diversos tipos de secadores solares também foram validados e recomendados para a melhoria da qualidade dos frutos em temperatura ideal (35 °C a 45°C) e de forma sustentável. Esses métodos são adequados para a produção de microlotes ou em pequenas áreas, como acontece em Rondônia. Técnicas mais elaboradas de processamento dos frutos são constantemente desenvolvidas e validadas nos campos experimentais da Embrapa ou áreas de produtores.

Os processos de fermentações controladas, ou positivas, também validados pela Embrapa, estão sendo cada vez mais adotados pelos cafeicultores. Resultado disso são os cafés premiados em concursos e que já fazem parte de um processo de transformação do perfil sensorial dos Robustas Amazônicos, deixando-os ainda mais exóticos e diferenciados. “O efeito da ação dos microrganismos nos frutos e grãos evidenciam e tornam mais intensas características de acidez e doçura, deixando a bebida bastante equilibrada e interessante aos mais exigentes paladares”, explica Enrique Alves, pesquisador da Embrapa Rondônia.

Fonte: Chefia de Transferência de Tecnologia da Embrapa Café