No pós-geada e pós-seca, a deficiência de micronutrientes se agrava em cafeeiros

Nas lavouras de café que vem se recuperando, depois dos períodos de estiagem e das geadas deste ano, tem sido observada forte deficiência de micronutrientes nas novas brotações, o que exige cuidados especiais de correção.
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No pós-geada e pós-seca, a deficiência de micronutrientes se agrava em cafeeiros
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Assinatura: J. B. Matiello e Lucas Bartelega

O longo período de estiagem no ano agrícola 2020/21 e, ainda, as geadas que ocorreram em julho de 2021, provocaram perda da área produtiva dos cafeeiros, com seca/queda e morte de folhas e ramos e, em alguns casos, até perda parcial de hastes/troncos.

Com a retomada do período chuvoso, a partir de outubro/21, os cafeeiros voltaram seu processo de vegetação, assim como da floração/frutificação. Nessa fase de recuperação, da ramagem e da folhagem das plantas, a nova brotação necessita de tratos nutricionais e fitossanitários adequados.

No aspecto nutricional, a observação de lavouras de café em recuperação, na Zona Sul de Minas, tem mostrado que as novas brotações, que vem crescendo nos cafeeiros, nos últimos meses, apresentam deficiências mais severas de alguns micronutrientes, especialmente do zinco e, em menor escala, carências de ferro e de manganês.

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Essa situação era esperada, pois os cafeeiros danificados, seja as plantas que foram podadas, seja aquelas onde as podas não foram necessárias, precisaram emitir brotações em maior escala. Além disso, o sistema radicular das plantas danificadas fica reduzido, com menor capacidade de absorver os nutrientes disponíveis no solo.

A deficiência de zinco influi no desenvolvimento normal da ramagem dos cafeeiros, pois o nutriente é importante na produção de auxina, responsável pelo crescimento dos tecidos. No caso do manganês e ferro, entre outras funções, eles influem na síntese da clorofila.

Todos esses micronutrientes não se translocam bem dentro da planta, por isso os sintomas de deficiências se apresentam na folhagem nova e, assim, as gotas da calda das pulverizações, indicadas para suprir esses nutrientes, devem cobrir bem a folhagem.

Igualmente, eles apresentam dificuldade de deslocamento em solos argilosos e, por essa razão, seu fornecimento, nas lavouras de café, não é eficiente na via solo, quando em aplicações em cobertura. Para o caso de deficiência de boro, aí sim, a via solo é a mais eficiente.

Fonte: Fundação Procafé/* Engenheiros Agrícolas da Fundação Procafé

Crédito: Fundação Procafé

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