Corredor de Inovação conectará cidades paulistas e estimulará pesquisas no setor agropecuário

O Corredor de Inovação é uma iniciativa que pretende integrar instituições de pesquisa, de ciência e tecnologia, universidades e empreendedores do agro no interior de São Paulo
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Corredor de Inovação conectará cidades paulistas e estimulará pesquisas no setor agropecuário
A superintendente do Mapa em São Paulo, Andréa Moura assina o protocolo de intenções para o Corredor de Inovação – Foto: Divulgação/Ana Maio/SFA-SP

O Corredor de Inovação Agropecuária do Estado de São Paulo, uma iniciativa que vai integrar instituições de pesquisa, de ciência e tecnologia, universidades e empreendedores do agro no interior de São Paulo, recebeu, recentemente, o apoio formal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

O plano é estimular o desenvolvimento estratégico de empresas em âmbito regional, envolvendo o estímulo à pesquisa, ao desenvolvimento tecnológico, à inovação e ao surgimento de novos negócios voltados à agropecuária brasileira, contribuindo para o incremento da renda e bem-estar social.

O protocolo de intenções para a promoção do Corredor de Inovação foi assinado durante a realização do Agrishow, em Ribeirão Preto, SP, no dia 25 de abril. Representando o ministro Marcos Montes, a superintendente federal de Agricultura de São Paulo, Andréa Moura, assinou o documento. O acompanhamento será por meio da Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Sustentável e Irrigação (SDI) do Mapa.

O conceito que fortalece os ecossistemas regionais de inovação agropecuária do estado envolve a Secretaria de Estado de Agricultura de São Paulo, a Embrapa e o Sebrae. Participam as principais cidades do eixo Piracicaba, Jaguariúna, São Carlos, Campinas e Ribeirão Preto. São 250 quilômetros onde ficam concentradas 112 instituições de ensino e pesquisa (32 diretamente ligadas ao agro), 168 startups do agro (chamadas de agtechs), 52 ambientes de inovação e cinco unidades da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária).

Corredor e tecnologias

Nesse corredor vivem mais de 3 milhões de pessoas e se formam em ciências agrárias todos os anos mais de mil profissionais. Nesses polos, se destacam tecnologias ligadas à bioenergia, agricultura, saúde animal, biologia, meio ambiente, alimentos, agricultura digital, engenharia e produção animal, de acordo com diagnóstico preliminar realizado pelo Mapa e pela Embrapa em 2020.

O chefe adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Agricultura Digital (Campinas, SP), Vitor Mondo, explica que o corredor ainda passará pela fase de implementação. “Estamos escrevendo um convênio formal entre as instituições que dará base à governança. O convênio terá algumas partes importantes para estudo e implementação:  modelo de governança, estratégia de relacionamento, ações de comunicação interna e externa e sustentação econômica”, disse.

Para ele, que está à frente do projeto, existem vários cases de corredores mundialmente estabelecidos e diferentes modelos de governança. “Por isso será importante nos próximos meses o aprofundamento e a identificação de boas práticas para serem adequadas ao Brasil’, destaca.

Estiveram presentes na cerimônia de lançamento do corredor, o presidente da Embrapa, Celso Moretti, o secretário em exercício de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Francisco Matturro, o subsecretário de Agricultura, Orlando Castro, o presidente do Sebrae-SP, Tirso Meirelles, a superintendente Andréa Moura, o coordenador da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), Sergio Tutui, o prefeito de Ribeirão Preto, Duarte Nogueira, entre outras autoridades.

Fonte: Mapa

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