Compra emergencial? Como explicar quase 4 milhões de toneladas de milho em 4 dias

A estimativa do USDA é de que a China importe 24 milhões de toneladas do grão nesta temporada, e projeta um aumento de 14% da produção chinesa de carne suína
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O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) anunciou, na sexta-feira (19/03), mais uma venda de milho para a China de 800 mil toneladas. Essa é a quarta compra pelo quarto dia consecutivo e, no intervalo, as compras resultaram em 3,876 milhões de toneladas.

Todas as vendas feitas no mesmo dia, para o mesmo destino e com volume igual ou superior a 100 mil toneladas devem sempre ser informadas ao departamento. E, as novas compras da China acontecem na mesma semana em que o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais do país divulgou um documento, pedindo a especialistas em nutrição animal, que desenvolvam receitas com menos farelo de soja e milho.

Recentemente, o país vem sofrendo com novos surtos de Peste Suína Africana e mais zoonoses, o que trouxe dúvidas sobre a força da demanda chinesa pelo cereal nos próximos meses. “As recentes compras, de quase 4 milhões de toneladas, podem ter uma motivação mais política do que comercial, uma vez que, do total já comprometido em nome da China nos EUA – 23,6 milhões de toneladas – somente 7,8 milhões de toneladas foram carregadas até agora, sugerindo que sua necessidade de milho não seria tão emergencial ou imediata”, explicam os analistas da Agrinvest Commodities.

A estimativa do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) é de que a China importe 24 milhões de toneladas do grão nesta temporada. Do mesmo modo, a instituição projeta um aumento de 14% da produção chinesa de carne suína. 

Fonte: USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos)

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