Colheitadeiras autônomas exigem mais dos operadores

6 de fevereiro de 2022

Curso do Senar/MS ensina como ser um operador completo, profissional tecnificado com habilidades em regular, interpretar dados e até fazer manutenção das máquinas
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Colheitadeiras autônomas exigem mais dos operadores
O Senar/MS tem em seu portfólio um curso que prepara operadores de colheitadeiras autônomas – Foto: Divulgação Sistema Famasul

A exemplo do que acontece com os automóveis, todos os anos e a cada geração, as colheitadeiras recebem tecnologias que alcançam 98% de autonomia. Para usufruir da máxima eficiência desses ‘computadores móveis’, o mercado exige que o operador acompanhe as habilidades.

Para tanto, o atento Senar/MS tem em seu portfólio um curso que prepara profissionais para este mercado, exatamente para que neste momento crucial da sojicultura, o setor possa estar atendido com a agilidade e qualificação necessárias.

No período de colheita, os produtores rurais precisam acelerar as máquinas, que além de percorrem as lavouras, geram relatórios completos, levantam produção estimada, gatos de combustível e outros dados relevantes para a maximização de resultados.

“A tomada de decisão para a próxima safra depende muito das informações obtidas em cima dos mapas de colheita. Por isso é essencial que o operador interprete as informações geradas pela máquina, entenda a condução do equipamento, quantidade de sementes, adubo, uso do GPS, configurações do monitor e sobre perdas e desempenho”, explica o instrutor, Eliel de Campos Boia.

Este profissional pode ser contratado temporariamente ou de maneira efetiva. A remuneração pode variar muito, mas é bastante atrativa. No caso de trabalhar por temporada de aproximadamente 50 dias, o valor médio da diária é de R$ 250, ou o operador pode ainda receber uma porcentagem de 8% a 10% do valor faturado pela colheita.

No caso de trabalhar permanentemente na propriedade, ele receberá um valor fixo somando a uma porcentagem em cima da quantidade de sacas de soja colhida, paga no final da temporada. A notícia boa para quem pretende entrar neste campo: falta mão de obra qualificada para atender a demanda.

“O perfil mais procurado é o operador mantenedor, que além da colheita, faz regulagens e pequenos reparos na máquina. O primeiro passo deste trabalho é elaborar um check-list verificando detalhes recomendados pelo equipamento, fazer a lubrificação diária e a limpeza”.

Tudo isso é ensinado no curso gratuito que faz parte do portfólio do Senar/MS. Acesse senarms.org.br/cursos e confira a agenda de cursos.

Fonte: Sistema Famasul/Ellen Albuquerque

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