Apesar da intensificação da colheita de arroz nos principais estados produtores e mesmo diante da menor safra gaúcha e sua significativa elevação nos custos de produção, os preços seguem em alta. É o que diz o boletim de Conjuntura semanal da CONAB (Companhia Nacional de Abastecimento). Segundo ele, há uma demanda mais ávida das indústrias de beneficiamento em busca da reposição de estoques em meio a um cenário incerto de preços para o ano de 2022.
Outro ponto de destaque no setor orizícola diz respeito ao descolamento das paridades de importação e as cotações internas – fato que ilustra bem a perda de competitividade do grão nacional desde o início desse ano. No entanto, vale ressaltar que o volume exportado nos dois primeiros meses foi intenso, sendo que 142,0 mil toneladas foram vendidas em janeiro e, 135,3 mil toneladas em fevereiro – valores considerados acima dos volumes médios para os mesmos meses.
O boletim ainda aponta que, mesmo diante do bom volume exportado nos dois primeiros meses, há uma expectativa que o ritmo de exportação seja reduzido, sendo estimada um total de 1,3 milhão de tonelada para o volume consolidado ao longo do ano de 2022. A estimativa aponta também para um incremento de 156 mil toneladas exportadas em relação ao ano de 2021.
Chuvas foram insuficientes para a produção do arroz
Já em relação a evolução das lavouras no estado gaúcho, segundo a Sureg/RS, a colheita chegou a 16% da área. De acordo com eles, as chuvas ocorridas nos últimos dias foram importantes para armazenar um pouco de água nas barragens e melhorar a vazão dos rios, porém insuficientes para recuperar os níveis normais.
Em contrapartida, a mesma chuva reduziu a velocidade das operações de colheita, provocando o abandono de muitas áreas, enquanto outras, com o manejo da água feito de forma intermitente, resultou na redução de produtividade das lavouras. Por outro lado, em áreas que não tiveram falta de água, as altas temperaturas ocasionaram queda na produtividade durante o período de florescimento, causando a diminuição do número de grãos por panícula.
Em Santa Catarina, segundo a Sureg/SC, são notadas nas áreas semeadas para a cultura do arroz 6% em granação, 17% em maturação e 77% colhidos. Segundo informantes, “as chuvas da semana estão impedindo o prosseguimento da colheita. Após as chuvas é necessário aguardar em média até 2 dias para que haja condições favoráveis ao reinício da colheita. O produto colhido apresenta alta qualidade e produtividade”.
Fonte: CONAB
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