Chineses importam menos 14,43% em carnes no mês de julho

Os fracos preços domésticos de carne suína pesaram sobre a demanda por importações chinesas

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Chineses importam menos 14,43% em carnes no mês de julho
Fracos preços domésticos de carne suína pesaram sobre a demanda por importações – Foto: Divulgação
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A China importou 854.000 toneladas de carne em julho, queda de 14,43% em relação ao mesmo mês do ano anterior, mostraram dados alfandegários no final de semana passada, uma vez que os fracos preços domésticos de carne suína pesaram sobre a demanda por importações.

As importações de carnes no período de janeiro a julho totalizaram 5,93 milhões de toneladas, apresentaram os dados da Administração Geral das Alfândegas da China, acima das 5,75 milhões de toneladas nos primeiros sete meses de 2020.

No entanto, as importações de julho aumentaram em relação às 743.000 toneladas de junho.

Os preços domésticos da carne suína caíram pela metade desde o início deste ano, devido aos grandes volumes de importação e à medida que a produção aumentou com esforços para expandir as criações depois que a peste suína africana dizimou os rebanhos.

Receita de exportação de carne suína do Brasil sobe 21% em julho com repasse de custos

Já as exportações brasileiras de carne suína alcançaram 102,7 mil toneladas em julho, alta de 2,2% no comparativo anual, enquanto a receita de vendas subiu 21,3%, para US$ 246,4 milhões, impulsionada pelos repasses de custos de produção, disse na última sexta-feira (06/08) a associação da indústria ABPA.

No acumulado do ano o cenário também foi positivo. Os embarques da proteína –considerando produtos in natura e processados– avançaram 14,76% até julho, a 665,4 mil toneladas. Com isso, a receita com as exportações dos sete primeiros meses do ano chegou a US$ 1,596 bilhão, alta de 24,8%, mostraram os dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

“O expressivo aumento da receita das exportações sinaliza, entre outros pontos, o repasse das fortes altas dos custos de produção que alcançam o mercado internacional, assim como no mercado doméstico”, disse em nota o presidente da entidade, Ricardo Santin.

Ele afirmou que o quadro sanitário da Ásia segue pressionando a demanda dos países da região por proteína animal de outras nações, incluindo o Brasil.

“Ao mesmo tempo, os países da América do Sul têm buscado apoio em nosso setor produtivo para complementar a sua oferta interna, favorecendo a expectativa de um fechamento de ano em patamares de exportação novamente acima de 1 milhão de toneladas.”

Segundo as análises de mercado, a China, ainda assim, continua como um dos principais destinos das exportações. O país asiático importou 348,4 mil toneladas nos sete primeiros meses de 2021, número 23,5% acima do embarcado em 2020 no mesmo período.

Na sequência aparece o Chile, com importações de 37,7 mil toneladas (+80,3% no mesmo período), além do Uruguai, com 25 mil toneladas (+8,6%), Angola, com 18,2 mil toneladas (+4%), Argentina, com 16,2 mil toneladas (+85,2%) e Filipinas, com 13,5 mil toneladas (+197%).

Fonte: Reuters
Foto: Divulgação

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