O AGRONEGÓCIO MAIS PERTO DE VOCÊ

Cavalo Bretão – Um grande aliado na agricultura

Robustez, tração e rendimento, força de trabalho. Até parece apelos de slogan de carro, mas na verdade são atributos do cavalo Bretão, como mostra a origem e trajetória da raça
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Áudio

O Bretão originou-se na província de Bretagne (ou Bretanha) no noroeste da França. Um clima exigente e uma terra de baixa qualidade caracterizam essa área. Tal ambiente contribuiu para a criação de um cavalo que possui qualidades de grande força e durabilidade. O cavalo Bretão é o resultado da evolução ao longo de centenas de anos, e um longo período de seleção realizado por criadores de variedades antigas de cavalos nativos.

Os cavalos estiveram presentes nas montanhas bretãs por milhares de anos; no entanto, o debate sobre como eles chegaram lá ainda é feito hoje. A herança genética do Bretão é a mesma dos demais cavalos nórdicos, ou seja, do Berbere pré-histórico que veio da Ásia para a Europa pela rota das estepes e originou os chamados cavalos da floresta.

O trote inteligente e a capacidade de sobreviver e trabalhar sob condições, muitas vezes exigentes, levaram à preservação da pureza da Breton como raça.

Na França

A história conta que o cavalo de tração foi a força motriz do desenvolvimento da França. Seja nas forças armadas, na agricultura, no transporte de mercadorias, no transporte de mercadores e viajantes, nas rotas postais, nas companhias de transporte coletivo etc. Dizem até que sem os seis mil cavalos de tração utilizados, Luis XIV jamais teria conseguido construir o palácio de Versailles.

O período compreendido entre 1880 e 1914 é tido como o apogeu do cavalo de tração. Nessa época, a França possuía um plantel de cerca de três milhões de indivíduos e a agricultura em pleno desenvolvimento consumia plenamente essa força de trabalho.

Mas, após a segunda guerra mundial o cavalo de tração começa a perder sua importância como força de trabalho e substituído pela mecanização, perde importância econômica.

No Brasil

O Bretão foi introduzido no Brasil pelo Exército, sendo utilizado na agricultura. O trabalho de seleção se deu a partir da década de 30, em São Paulo, dando origem a uma linhagem própria, com animais que daí se expandiram para outros criatórios e regiões.

No Rio Grande do Sul e São Paulo, as criações mais comuns eram do chamado bretão-do-sul, utilizado mais para tração e trabalho. Um animal cilíndrico, com peito amplo e forte, musculatura saliente, pelos abundantes nos membros e porção inferior, com altura de 1,60 a 1,70 m, conforme a variedade.

No Brasil o Bretão é a raça de tração mais conhecida e difundida, e que possui maior plantel dentre as três raças de tração que existem oficialmente no país. O Brasil também tem o segundo maior plantel de bretões puros do mundo.

Características e variedades

O Chamado Bretão de Tiro – que pode atingir até a altura de 1,60 m -, ainda usado na agricultura, assim como o Tratador, ainda potente, com 1,50 m de altura, serve para as carruagens. E finalmente, o Bretão, que alguns apelidaram de Corlay, com 1,52 m, serve para montaria.

O Bretão apresenta pelagens básicas como a alazã e castanha, e com grande ocorrência do ruão, mescla de pelos vermelhos, negros e brancos. Contudo, é muito rara a aparição do castanho quase negro, e se desconhece o tordilho. Em sua complexão de ancas largas e quadradas, com musculatura acentuada, demonstra movimentação particularmente franca e livre. As pernas são curtas e fortes e os pés duros, bem formados e não muito grandes.

Trabalho pesado e rendimento

Como cavalos de tração pesada, os Bretões tracionavam carroções carregados e toras de madeira. Era comum os verem sendo utilizados pelos fazendeiros para levar alimentação para o gado ou outros cavalos e também carregando esterco na limpeza das cocheiras. Outra característica curiosa da raça é que as fêmeas são excelentes produtoras de leite, podendo chegar a 32 litros diários, sendo então muito procuradas como amas de leite e receptoras de embrião. Enquanto a égua bretã fornece em média 24 litros de leite por dia, enquanto as raças de sela fornecem em média 14 litros.

Fonte: Pesquisa MAB