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Caprinos – Manejo Alimentar de reprodutores

O manejo alimentar deve seguir as fases do sistema de produção, ou seja, para cada categoria, em cada fase de produção
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Estudo feito por técnicos da Embrapa sobre manejo alimentar de caprinos no Nordeste Brasileiro tomou como foco específico os animais reprodutores. O manejo alimentar deve seguir as fases do sistema de produção, ou seja, para cada categoria, em cada fase de produção, existem particularidades que são fundamentais para o sucesso da produção de carne e pele.

Manejo alimentar de matrizes

O programa de alimentação das matrizes deve ser concebido em função das diversas fases do seu ciclo produtivo. Ressalte-se que estas não devem apresentar-se nem muito magras nem excessivamente gordas, especialmente por ocasião da cobertura ou da parição.

O acompanhamento da condição de escore corporal das matrizes é de fundamental importância para o desempenho produtivo dos rebanhos. Recomenda-se, portanto, que no momento da cobertura, os animais apresentem escore corporal de 2,5 a 3,0 (escala de 1 a 5, onde um significa muito magra e cinco, muito gorda) e que cheguem ao parto com 3,5. Do parto ao pico de lactação, é esperado uma redução no escore para 2 a 2,5.

As fêmeas que à cobertura estão magras têm sua eficiência reprodutiva comprometida. Neste caso, as fêmeas devem receber um tipo de suplementação (flushing) à base de concentrado energético como milho ou sorgo em grãos. A mudança dos animais de um piquete para outro com forragem de melhor qualidade também pode ser usada. Se a fêmea estiver muito gorda. Deve sofrer restrição alimentar para que possa estar apta à reprodução.

Nos primeiros 100 dias de prenhez, as necessidades nutricionais da fêmea são baixas. Todavia, restrições alimentares severas podem provocar abortos ou má formação de fetos.

A melhoria da dieta desta no terço final da prenhez e início da lactação deve ser, também, pelo aumento no nível de proteína, através do fornecimento de fenos de leguminosas ou de alimentos concentrados.

Nos últimos 50 dias de prenhez há necessidade de nutrientes adicionais para atender ao crescimento fetal (75% do feto se desenvolve nesta fase) e a placenta. Nesta fase o útero ocupa grande espaço na cavidade abdominal, comprimindo o rúmen, o que faz com que a capacidade de consumo da fêmea diminua. Por isso, nesta fase, é importante o fornecimento de volumosos de boa qualidade e concentrado.

A lactação é outra importante fase do ciclo produtivo da fêmea, especialmente nas primeiras semanas de lactação. Geralmente, no início da lactação observa-se perda de peso nas fêmeas decorrente da elevada demanda por nutrientes, a qual está diretamente relacionada ao nível de produção de leite. A fêmea deve parir com escore de 3 a 3,5. Nestas condições, a fêmea dispõe de reservas corporais (gordura) para mobilização durante as primeiras semanas de lactação. As fêmeas que parem mais de uma cria produzem mais leite que aquelas que parem uma única cria. Todavia, este aumento não é proporcional ao número de crias paridas, ou seja, em partos múltiplos é necessário fornecimento de suplementação alimentar.

Recomenda-se alimentar as fêmeas jovens (em crescimento) separadas das adultas, pois, estas possuem necessidades diferentes. Esta atitude evita, também, a dominância das fêmeas adultas, contribuindo para melhorar o consumo das fêmeas jovens.

Manejo alimentar dos reprodutores

Devido à alta incidência de cálculos urinários em machos faz-se necessário o balanceamento da dieta total para que contenha cálcio e fósforo nas proporções 2,0: 1,0 ou 1,5:1,0. Para animais adultos fornecer concentrado variando de 16 a 18% de proteína bruta, na quantidade de 500 a 600g/dia, juntamente com alimento volumoso de média qualidade a fim de atender suas exigências de mantença.

Durante a estação de monta, caso o macho esteja servindo a um número excessivo de fêmeas, a ração pode ser novamente balanceada aumentando a quantidade de nutrientes. O que não deve ser permitido é o desgaste excessivo do reprodutor ou sua engorda, pois, ambas as situações prejudicam o desempenho sexual do mesmo.

Fonte: Sistemas de Produção – Embrapa Caprinos