Cana-de-açúcar: Cultivo de Energia e Soluções Sustentáveis

O Brasil possui 9,5 milhões de hectares plantados dessa rica fonte de energia renovável. Na safra 2019/20 foram produzidos 645 milhões de toneladas de cana. E, ao olhar além dos impressionantes números, podemos ver que não cultivamos apenas cana, cultivamos energia. A cana está entre as culturas mais versáteis do agronegócio, dela são produzidos açúcar, etanol, biodiesel, bioplástico, ração animal, energia limpa, entre outros produtos e, geralmente, com processos suportados por energia gerada pela sua própria biomassa.
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Sempre como uma das protagonistas na trajetória da agricultura do Brasil, a cana-de-açúcar mostra hoje, com muita clareza, que é também o mote da inovação nos quesitos de sustentabilidade
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Sempre como uma das protagonistas na trajetória da agricultura do Brasil, a cana-de-açúcar mostra hoje, com muita clareza, que é também o mote da inovação nos quesitos de sustentabilidade

O Brasil possui 9,5 milhões de hectares plantados dessa rica fonte de energia renovável. Na safra 2019/20 foram produzidos 645 milhões de toneladas de cana. E, ao olhar além dos impressionantes números, podemos ver que não cultivamos apenas cana, cultivamos energia. A cana está entre as culturas mais versáteis do agronegócio, dela são produzidos açúcar, etanol, biodiesel, bioplástico, ração animal, energia limpa, entre outros produtos e, geralmente, com processos suportados por energia gerada pela sua própria biomassa.

O açúcar, uma fonte direta de energia, insumo fundamental para a vida, é um produto que está presente no dia a dia do brasileiro. Nas ruas e nas estradas, o etanol, energia renovável, 100% brasileira, vai movimentando o Brasil. Sem falar no biodiesel, que transporta o trabalhador todos os dias. A cana é ainda, alternativa limpa que ilumina as cidades, energia elétrica sustentável da biomassa, em favor do brasileiro.

A cana-de-açúcar é um dos principais produtos da economia brasileira. Nunca a nossa produção de cana-de-açúcar foi tão valiosa. A nova safra 2020/2021 ainda nem terminou e já tem o maior rendimento da história. De acordo com a União da Indústria de Cana-de-açúcar, a moagem aumentou, a qualidade da matéria-prima melhorou. Já são 85 milhões de toneladas que podem ser convertidas em açúcar ou etanol. O país é o maior produtor mundial de cana-de-açúcar e representa 38% de toda a energia renovável brasileira. Segundo o Instituto de Tecnologia Canavieira (ITC), o setor representa 2% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Como mostrou Jornal BAND no mês de novembro (2020), o sucesso com a cana levou o Brasil ao segundo lugar na produção mundial de etanol. O país tem a maior frota flex; são mais de 30 milhões de veículos habilitados a utilizarem gasolina ou etanol. Com isso, o consumo de etanol hidratado pelos carros flex reduziu a emissão dos gases de efeito estufa em mais de 515 milhões de toneladas de dióxido de carbono desde 2003, quando foi lançado o carro flex no Brasil.

Segundo os entrevistados no noticiário, “a indústria do agro tem um potencial enorme para produzir para o Brasil e para exportar essa tecnologia para o mundo”. Nos anos 1970, com o Pró-Álcool, o Brasil foi o protagonista na substituição de carros movidos por derivados do petróleo pelos que funcionam a base de etanol. Agora a indústria pretende inovar com o uso do etanol também nos carros elétricos.

Ao abastecer o carro com etanol, um mecanismo retira hidrogênio e esse etanol faz a energia elétrica mover o motor. Isso equivale dizer que, em vez de alimentar esse carro através de uma tomada, o etanol é que irá gerar energia elétrica e movimentar o automóvel, já que nesses novos modelos (não híbridos) não há combustão, nem necessidade de recarga na tomada. E, para tornar essa tecnologia mais acessível e popular, é bom lembrar que não depende só de usina de cana-de-açúcar, mas também do compromisso das montadoras de veículos.

Estarão sendo investidos 73 bilhões de euros em 70 modelos elétricos, mais 60 carros híbridos nos próximos 5 anos. Já se fala no lançamento próximo de 20 desses modelos elétricos, surgindo uma campanha estratégica do país para levar o melhor às indústrias no Brasil e no mundo.

Com o hidrogênio reagindo com o etanol, a estimativa é que o carro consiga rodar mais de 600 km/30 litros de combustível – 20 km/ l – é quase o triplo da média de rendimento dos carros movidos apenas a etanol, e o dobro dos que funcionam a base de gasolina. Mas, para ampliar o consumo, é preciso também expandir a produção de etanol. Mais do que exportar o biocombustível, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar espera que outros lugares do mundo invistam também nessa cultura.

No entanto, o Brasil tem uma vantagem enorme. Hoje, um carro movido a etanol no Brasil tem emissões, em geral, inferiores ao melhor carro elétrico em qualquer lugar do mundo. Então isso já é o Brasil de hoje. A ideia é ir avante, pois há um mundo ansioso por mobilidade sustentável lá fora e quem tiver as melhores soluções poderá entregá-las antes.

Por Equipe Agrovenki

Foto Divulgação    

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