Brasil deve ser proeminente na COP26

A ser realizada na Escócia, sobre a definição climática, Daniel Vargas, professor da FGV Agro em reunião na ABMRA, alerta para a posição.
Share on whatsapp
Compartilhe no WhatsApp
Share on facebook
Share on linkedin
Share on email
Share on telegram
Métrica de carbono por produto e setor: um dos elementos centrais – Foto: Divulgação
Áudio

A descarbonização da economia e a política comercial estão entre os principais temas abordados pelo pesquisador Daniel Vargas, professor da FGV Agro e bacharel pela Universidade Harvard Law School, convidado da série Agro Talks Exclusivo, iniciativa da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio (ABMRA) voltada para as empresas associadas.

Em dois meses acontecerá a COP26, na Escócia, evento que reunirá líderes de 196 países para uma grande conferência sobre os desafios e propostas para o clima. De acordo com Vargas, há grande possibilidade de o encontro chegar a importantes acordos, uma vez que países influentes já confirmaram presença, como Estados Unidos e China, e a União Europeia. “Uma boa parcela das discussões em Glasglow não é necessariamente um produto da ciência com objetivo definido em laboratório. Serão escolhas, rumos pactuados pelos países sobre como eles entendem como cada economia do mundo deve crescer”, explica o especialista.

O prof. da FVG, que também foi ministro interino de Assuntos Estratégicos, destaca que há quatro elementos centrais para a criação de uma economia descarbonizada. O primeiro é a organização de uma métrica de carbono por produto e setor; o segundo é a meta (os países devem indicar o quanto eles se comprometem a reduzir emissões e de prazos limites). O terceiro elemento é a licença: não tem como esperar que os diferentes setores evoluam na mesma velocidade por conta das suas diferentes características e padrões. “Precisamos ter a capacidade de reconhecer essas excepcionalidades”, diz Daniel Vargas.

O último elemento é como será a regulação desse grande mercado de descabornização. “Como vamos configurar essa agência de regulação que, de alguma maneira, vai lidar com as variantes entre países e regiões e ainda ajustar essas métricas e metas de modo de maneira a permitir que possamos avançar na descarbonização?”, questiona.

Daniel Vargas prevê que a Europa apresentará as propostas mais robustas e exigentes de reorganização da economia para os países se readaptarem, pois o continente já utiliza metas, métricas, licenças e regulação. “Por que o limite tem que ser aquele do produtor europeu e não o nosso ou do outro?”, deixa no ar o especialista convidado pela ABMRA.

Importância do Brasil

O pesquisador e professor da FGV Agro também destaca a importância do Brasil se impor durante o encontro em Glasglow e reabre o debate sobre como países em desenvolvimento devem participar da política do clima e qual deve ser a distribuição dos ônus entre nações e regiões para que esse propósito seja atingido. “O mundo precisa se adaptar para que renda e riqueza sejam produzidos ao mesmo tempo em que o dano ambiental seja diminuído, mas quem deve pagar essa conta? Quem é que tem o ônus maior para contribuir para essa conversão verde?”, reflete Daniel Vargas.

Fonte: ABMRA/Texto Comunicação
Foto: Divulgação

Leia outras notícias no portal Mundo Agro Brasil

Relacionadas

Veja também

Estudo indica que o Brasil lidera geração de energia limpa entre os países dos Brics. Saiba mais sobre matriz energética na reportagem
A produtora agrícola fechou compras de insumos e prevê manutenção de margens ‘espetaculares’ em 21/22
Tanto os produtos vegetais quanto os animais apresentaram reajustes em seus índices, com ascensões respectivas de 11,83% e 2,22%
Aumento da demanda e comprometimento das produções, entre outros fatores, reduziram a disponibilidade dos produtos, elevando os preços