Bioinseticidas tem potencial para novo salto na safra 22-23

Tecnologias ‘Bt’ (Bacillus thuringensis) perdem espaço e surgem oportunidades para expansão do manejo biológico em todos os segmentos da agricultura brasileira com o uso de bioinseticidas criados pela AgBiTech Brasil.
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Bioinseticidas tem potencial para novo salto na safra 22-23
AgBiTech Brasil quer resgatar a confiança do produtor na eficácia dos bioinseticidas

Através das estratégias de negócios que visam ampliar a distribuição de bioinseticidas no ciclo 2022-23, a AgBiTech Brasil, empresa especialista em controle de lagartas, quer resgatar a confiança do produtor na eficácia dos biodefensivos e na eventual redução na oferta de determinados agroquímicos que abrirão mais espaço para biológicos.

De acordo com projeções de Pedro Marcellino, diretor de marketing, isso será possível porque, ao ser puxada pelo desempenho de seus biolagarticidas para soja, milho e algodão, a AgBiTech Brasil “manterá posição de líder na comercialização” desses produtos na safra 2021-22, que ruma para o final. A próxima safra deverá ser marcada por “novas oportunidades para expansão do manejo biológico na agricultura brasileira, em todos os segmentos de mercado”.

E não para por aí, porque, segundo Marcellino, além de aumentar a participação dos baculovírus nas principais culturas de grãos, a AgBiTech também pretende investir para estender a atuação aos mercados de frutas e hortaliças ao longo de 2022.

Utilização de bioinseticidas em 70%

O diretor de negócios da AgBiTech, Murilo Moreira explica que há cerca de cinco anos, o manejo de lagartas nos principais cultivos se baseava quase totalmente nas chamadas tecnologias ‘Bt’ (Bacillus thuringensis). “Esse conceito não é mais prevalente, pois vários estudos indicam que, atualmente, 70% das estratégias de controle de lagartas estão atreladas à utilização de baculovírus ou bioinseticidas”, completa.

Os executivos acreditam ainda que incertezas quanto aos preços de insumos em geral, além de análises de consultorias sobre tendência de queda na oferta de determinados agroquímicos na próxima safra, sinalizam, potencialmente, para um novo avanço do mercado de biológicos no País. “Também reforça essa expectativa o aumento da confiança do produtor na eficácia dos biológicos, particularmente nos baculovírus para controle de lagartas”, ressalta Murilo Moreira.

Marcellino ainda complementa que o agricultor tem sido estimulado a consolidar sua adesão aos bioinsumos com mais força. “Principalmente frente à difusão de estudos favoráveis a essas tecnologias, publicados por especialistas e consultorias técnicas de renome no mercado”, avalia.

A AgBiTech Brasil divulgou nos últimos dias que deverá chegar, na safra em andamento, ao resultado acumulado de seis milhões de hectares tratados com baculovírus da marca. “As regiões nas quais a nossa empresa registrará os maiores indicadores de crescimento são as de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no ‘Mapito’ (Maranhão, Piauí e Tocantins)”, revela Murilo. Ainda segundo ele, a soja responde por aproximadamente 40% dos negócios da companhia, seguida do algodão e do milho, cada uma com 30% de participação.

Controlada pelo fundo de investimentos norte-americano Paine Schwartz Partners, a AgBiTech nasceu na Austrália, no ano 2000 e hoje está sediada em Dallas (Texas), nos EUA. Em apenas cinco anos de atividades no Brasil, a empresa tornou-se a empresa líder do mercado de bioinseticidas nas culturas de algodão, milho e soja.

Fonte: Agrolink/ Leonardo Gottems, AgBiTech

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