Partindo da premissa de que a automação exerce a sua função sobre processos agrícolas, pecuários e florestais para aumentar a produtividade do sistema e do trabalho, assim como a otimização do uso de tempo, insumos e capital, podemos afirmar que tal temática segue muito bem junto ao agronegócio brasileiro. Isso porque quando o assunto é tecnologia e conhecimento para aperfeiçoar a produção, o potencial do Brasil se posiciona com destaque no cenário internacional.
De acordo com avaliações da Embrapa, nas últimas décadas a agricultura brasileira apresentou ganhos de produtividade que impressionam ao mundo. Há, no entanto, que se ressaltar o aumento das responsabilidades ambientais, econômicas e sociais que, hoje mais do que nunca, aparecem com o esse desenvolvimento, ou seja, a palavra de ordem é automação com sustentabilidade.
Técnicos da Embrapa observaram também que para avançar e acompanhar a demanda atual é necessário que o país aumente significativamente a produção sobrepujando as tendências de aparente paradoxo do aumento da produção com a redução da massa trabalhadora e restrição no aumento de área cultivada, aumento na carga de trabalho para controle e monitoramento do processo produtivo e exigências de disponibilização de dados para rastreamento do produto final. Chegando, assim, à conclusão de que não há como prescindir de tecnologias e conhecimentos da automação e agricultura de precisão que aperfeiçoem e tornem o processo de produção no campo mais eficiente para aumentar o desempenho tanto qualitativo como quantitativo de forma expressiva.
Nesse sentido, as análises reais mostram que deve existir também uma estratégia de construção de conhecimentos e formação de competências que promovam a mudança de patamar tecnológico da produção agrícola, pecuária e florestal.
Tudo é voltado para se obter redução de perdas na produção, aumento na qualidade dos produtos e melhora na qualidade de vida dos trabalhadores da lavoura e das cadeias. E o assunto se liga tanto ao ramo da automação industrial como comercial, por conta do agronegócio estar integrado a uma gestão ampla, em elos paralelos e encadeados.
Segmento de peças e fabricante de implementos agrícolas
Apenas para citar uma fatia de mercado na qual se vê presente a força da tecnologia junto à agricultura, bem como a importância da aliança entre soluções técnicas e sustentabilidade, podemos observar os ‘slogans’ utilizados, por exemplo, na Agrishow – Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação – que está acontecendo agora em Ribeirão Preto (SP).
Uma empresa do segmento de peças, maquinários e implementos agrícolas, presente na feira, destaca carreta graneleira, escarificador, pulverizador autopropelido e distribuidor de fertilizantes autopropelido. Com o slogan “Força em grandes máquinas!”, a empresa age na mensagem de desenvolvimento tecnológico, mas sem se esquecer de reforçar que seus lançamentos se destacam pela autonomia e sustentabilidade. Por isso, seu trabalho de marketing envolve frases de destaque como o oferecimento de mais capacidade de armazenamento e produção de suas máquinas, o que as tornam mais sustentáveis para os produtores, que ganham em produtividade. Procuram frisar, também, agilidade no descarregamento, gastando menos combustível e reduzindo a emissão de gases poluentes no meio ambiente.
Já uma multinacional, que também se apresenta nesta edição da feira, vem mostrando seus lançamentos na linha de motores, controles, eletrificação, válvulas e mangueiras que beneficiam o setor agrícola. A ideia é apresentar o que há de mais recente na tecnologia de interface homem-máquina. Enquanto isso, outras empresas colocam a proposta de apresentar tecnologias de ponta voltadas para semeadura e pulverização e o uso da agricultura de precisão.
Papel da automação no desenvolvimento agrícola do país
De cinco anos para cá, com a era digital em frenético crescimento, os processos automatizados assumiram também significativo papel na agricultura brasileira. Se formos pensar que só a partir do século XX é que os processos passaram a ser automatizados, é possível, então, aquilatar o quanto tudo se desenrolou com tremenda rapidez.
Mas, tudo isso foi muito bem utilizado, e nas últimas décadas, o desempenho da agropecuária brasileira inseriu o país em posição de liderança na agricultura tropical e evidenciou a importância do seu papel no cenário de segurança alimentar internacional.
Nesse ponto é adequado observar que o setor produtivo agrícola, tem como propriedade um forte vínculo com as características ambientais e culturais. Foi sim um período em que o mundo sofreu grandes mudanças e a automação protagonizou muitas transformações. A automação industrial e a comercial avançaram em ritmos acelerados para se manter competitivas num mundo globalizado. O desenvolvimento da agricultura brasileira ocorreu de forma paralela, mas em seus espaços rurais regidas por tecnologias distintas, criadas e adaptadas às características das necessidades locais.
Alguns setores, como o agroquímico e o de máquinas agrícolas sofreram fortes influências da automação e, por sua vez, influenciaram o setor agrícola, predominantemente o exportador.
A pecuária brasileira experimentou o seu crescimento. A automação nesse setor, em países onde há domínio da tecnologia, como EUA e União Europeia, estão muito diversificados. Sistemas de ordenha robotizada, sistemas de distribuição de ração autônoma, balanço nutricional destes, identificação de sanidade entre outros já estão no mercado e disponíveis aos produtores, e o Brasil está despontando não somente com o bom uso dessas tecnologias, mas também como criador de soluções inovadoras e sustentáveis.
Enfim, há muito que falar sobre esse assunto, especialmente pela diversidade de usos e desenvolvimentos tecnológicos e econômicos que vieram à tona no meio agropecuário brasileiro. Afinal, tecnologia e sustentabilidade são essenciais hoje, e aumentar o rendimento do trabalho no campo, reduzir a penosidade e aumentar a qualidade de vida nas atividades agropecuárias é estratégico para garantir a sustentabilidade. A automação vem sim ocupar uma posição importante para o Brasil, não apenas para a competitividade, mas essencialmente para o futuro da segurança alimentar e da bioenergia mundial.
Fonte: Redação MAB
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