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Argentina, milho e limitações

Em dezembro de 2020, a Argentina proibiu as exportações de milho. Em janeiro de 2021, segundo informações do Ministério da Agricultura, o governo resolveu optar por um limite diário temporário de 30.000 toneladas nas vendas ao exterior, recuando da medida mais restritiva que havia enfurecido agricultores na indústria de grãos do país.
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Áudio

Governo substituiu a suspensão de exportação de dois meses por um limite diário temporário de 30 mil toneladas de milho

Em dezembro de 2020, a Argentina proibiu as exportações de milho. Em janeiro de 2021, segundo informações do Ministério da Agricultura, o governo resolveu optar por um limite diário temporário de 30.000 toneladas nas vendas ao exterior, recuando da medida mais restritiva que havia enfurecido agricultores na indústria de grãos do país.

De acordo com o Ministério da Agricultura da Argentina, ao invés de suspender as exportações por dois meses, estabeleceu-se uma cota de exportação diária de milho. As medidas são uma tentativa de controlar os preços domésticos dos alimentos em meio a uma longa recessão e a pandemia da Covid-19.

Assim, em um comunicado na madrugada de 11/01 fechou-se acordos para garantir o fornecimento doméstico de milho e amortecer os preços locais contra as flutuações nos mercados internacionais, permitindo o fim da proibição total dos embarques.

Mas os agricultores protestaram contra a suspensão na semana anterior e lançaram uma greve, dizendo que a proibição total pressionou a produção para baixo e os forçou a moderar os investimentos.

As associações argentinas de soja, milho, trigo e sementes de girassol disseram que tal intervenção nos mercados de exportação minou a confiança e levaria a uma retirada imediata dos investimentos.

Agricultores argentinos decidem manter greve, apesar de decisão do governo

Assim, agricultores na Argentina decidiram manter a greve de vendas para exportação, apesar da decisão do governo de alterar a proibição de exportação de milho e estabelecer uma cota diária. Entidades que representam o setor até cogitaram retomar os negócios após a medida.

“Para nós é a mesma coisa”, afirmou o presidente da Sociedade Rural Argentina (SRA), Daniel Pelegrina, em entrevista para um site local argentino. E a Confederação Rural Argentina (CRA) anunciou através das redes sociais que também seguiria com a greve.

Fonte: Reuters

Por Equipe Agrovenki

Foto Divulgação