Adestramento: Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio

CBH divulga a convocação do conjunto João Vitor Marcari Oliva e Escorial Horsecampline para representar o Brasil no Japão
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No processo seletivo da modalidade de Adestramento, a Confederação Brasileira de Hipismo (CBH) divulgou nessa terça-feira, 22/06, a convocação do conjunto individual João Vitor Marcari Oliva e Escorial Horsecampline para representar o Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio. 

Com três índices técnicos, João Vitor, o cavaleiro paulista de 25 anos e atleta militar é quem apresenta a melhor média, 70,565%, considerando-se os dois melhores resultados. O conjunto foi formado em setembro de 2020 como um projeto olímpico idealizado pela JRME Horse Campline, proprietária do garanhão Escorial Horsecampline, Puro Sangue Lusitano de 12 anos. 

Além do titular a CBH indicou dois conjuntos como reserva: Pedro Tavares de Almeida com Famous do Vouga é o 1º reserva e o mesmo cavaleiro com Xaparro do Vouga é o 2º reserva. O conjunto titular deve entrar em quarentena em Aachen, Alemanha, em 6/7, viajando para Haneda (Japão) no dia 14. 

Enquanto isso, os conjuntos reservas devem ficar de prontidão para uma eventual substituição e entrada na quarentena em 6/7. Lembrando que o reserva só entrará na quarentena se for necessária uma substituição até 6/7. 

Conforme o processo seletivo divulgado pela CBH, foi considerada a média dos dois melhores resultados em prova de Grand Prix nos CDIs aprovados pela FEI para obtenção do MER (índice olímpico) desde Tryon 2018 até 21/6/21, que foi o prazo final concedido pela FEI (Federação Equestre Internacional) para conquista do índice (MER). 

Para qualificação olímpica – MER – minimum eligibility requirements (em inglês) – o conjunto precisa alcançar dois índices olímpicos em um Grand Prix – mínimo de 66% – em eventos diferentes na média final e junto a pelo menos um juiz olímpico FEI5*. 

Com isso, a contagem foi a seguinte: 

1º João Vitor Oliva / Escorial Horsecampline 
CDI Alter do Chão 27/11/20 – 71% 
CDI Compiègne 28/5/21 – 70,130% 
Média: 70,565% 

2º Pedro Tavares de Almeida /Famous do Vouga 
CDI Abrantes 24/5/21 – 67,587% 
CDI Le Mans 18/6/21 – 69,609% 
Média: 68,598% 

3º Pedro Tavares de Almeida / Xaparro do Vouga 
CDI Cascais 29/2/20 – 66% 
CDI Cascais 6/3/20 – 66,217% 
Média: 66,108%

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Pedro e Famous do Vouga no CDI3* de Abrantes – Foto: Divulgação

Passo a passo da qualificação 

Com a conquista da medalha de bronze nos Jogos Pan americanos de Lima, o Brasil habilitou-se para competir com uma equipe de adestramento nos Jogos Olímpicos de Tóquio, entretanto os MER (índices individuais) não foram alcançados por pelo menos três conjuntos até 31/12/19, conforme a regra válida para as três modalidades equestres olímpicas: Salto, Adestramento e Concurso Completo de Equitação. 

Ao todo 12 conjuntos brasileiros buscaram índices olímpicos desde o WEG em Tryon 2018 até 31/12/19 em 11 concursos diferentes. 

  • João Vitor Oliva – Xiripiti / F-Aaron de Massa
  • Pedro Tavares de Almeida – Aoleo/ Xiripiti / Xaparro do Vouga/ Famous do Vouga
  • Andre Ganc – Último de Massa
  • Giovanna Pass – Zyngaro de Lyw
  • Edneu Senhorini – Zinco/ Xaparro / Xiripiti
  • Leandro Silva – Di Caprio 

Eventos válidos com participação brasileira: WEG Tryon 2018/ PAN Lima 2019/ Lisboa 2019/ Le Mans 2019 / Oldenburg 2019/ Randball 2019/ Munique 2019/ Moscow 2019/ CDIs Wellington 2019/ California 2019 

Até 31/12/2019 nenhum conjunto brasileiro havia conseguido o índice e o país passou a ter direito de enviar um representante individual aos Jogos Olímpicos de verão em Tóquio. 

Com a pandemia em 2020 e o adiamento dos Jogos e prazos para obtenção dos índices até 21/6/21, o Brasil tem hoje três conjuntos classificados, entretanto também não teria equipe caso não tivesse perdido o direito da disputa por equipe, uma vez que um mesmo cavaleiro não poderia montar dois cavalos em Tóquio. 

Até 21/6/21, 19 conjuntos disputaram 20 eventos diferentes em que também participaram João Vitor Oliva / Escorial Horsecampline, Pedro Tavares Almeida – Xaparro e Famous do Vouga, Luiza Almeida/ Baluarte, Giovanna Pass / Eleito Plus, Micheline Schulze/Brentina e Matisse, Vitor Trieli Avila/ Corsário e Gabriele Fischer /Unicornio do Retiro. 

A participação de cavaleiros brasileiros em Internacionais de Adestramento – CDIs da Europa mostrou uma evolução e aumento dos percentuais de aproveitamento de até 5%, saindo de um índice médio de 66% até 71%. 

A meta da CBH para Tóquio será superar a marca dos últimos Jogos no Rio de Janeiro, quando o maior percentual foi de João Vitor Marcari Oliva e Xamã dos Pinhais 68,071%, além da 33ª colocação, melhor resultado individual da modalidade na história dos Jogos, que até hoje cabe ao Coronel Sylvio Marcondes de Rezende com Othelo em Munique, Alemanha 1972. 

Além dos Jogos Olímpicos, o Brasil já está planejando a ida aos Jogos Equestres Mundiais de Adestramento na Dinamarca em 2022. Os índices individuais para esse evento começaram a ser computados em 1/1/2021 e em breve a CBH divulgará o processo seletivo para a escolha da equipe para Dinamarca 2022. 

Fonte: CBH 
Legenda da foto em destaque: João e Escorial Horsecampline 
Crédito da foto: Divulgação/Rui Godinho

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