Adestramento abriu as competições do hipismo nesse sábado em Tóquio

O cavaleiro João Oliva marca presença brasileira e faz melhor nota na história do País

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Adestramento abriu as competições do hipismo nesse sábado em Tóquio
Foto – Luis Ruas/CBH
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Após ser o primeiro brasileiro a chegar na Vila Olímpica, o cavaleiro do Adestramento, João Victor Macari Oliva, também abriu as disputas do hipismo no Parque Equestre Baji Koen, em Tóquio, no sábado (24/07). A ordem de entrada foi definida por sorteio na reunião de chefe de equipes depois da inspeção veterinária. João Victor monta Escorial Horsecampline, garanhão Lusitano de 12 anos. A prova é o Grand Prix, dividido em duas seções – sábado e domingo – e vale como qualificativa das equipes e individual.

O cavaleiro do Ilha Verde Team chegou em Tóquio com o propósito de superar sua própria marca, a nota 68,071% registrada em sua estreia olímpica, nos Jogos do Rio 2016. “Cheguei no dia 15, fui o primeiro atleta brasileiro na Vila Olímpica. Estamos curtindo, aproveitando a experiência aqui no Japão da melhor maneira possível”, comentava João Victor há alguns dias. “O cavalo está bem e estamos nos preparando para chegar na melhor forma no dia da competição. A gente busca melhorar a cada dia, é um cavalo que eu estou há pouco tempo com ele e vamos evoluindo gradativamente, aprendendo com os erros e levando a experiência para ter mais sucesso no futuro”, disse João, que também comentou o clima nos Jogos, perante a pandemia. “Tem mais restrições que no Rio de Janeiro. Mas clima olímpico é sempre bom e a gente está contente com os outros cavaleiros e atletas nos Jogos Olímpicos”.

Sandra Smith de Oliveira Martins, chefe de equipe, elogiou a dupla. “O conjunto é muito bom, vem treinando bem com acompanhamento de seu treinador Norbert van Laak que também tem gostado do desempenho da dupla. Acho que o João tem toda a condição de melhorar sua marca do Rio de Janeiro”, ponderou Sandra.

Para João, que tem 25 anos de idade, a expectativa era grande tudo poderia acontecer: “Tudo pode acontecer, cavalo é cavalo, e a prova será de noite, com luzes e câmeras. Estamos preparados e seja qual for o resultado a gente leva como experiência e aprendizado. Temos que ter pensamento positivo e estou confiante”, dizia pouco antes da competição de sábado.

Adestramento abriu as competicoes do hipismo nesse sabado em Toquio
Foto – Luis Ruas/CBH

Marca histórica no adestramento

E, a participação do Brasil no hipismo nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 começou com uma marca histórica. Sábado (24/07), único representante do país no Adestramento, João Victor Oliva foi o primeiro a se apresentar e obteve 70,419%, a melhor nota do Brasil na história das Olimpíadas.

Dos sete juízes que avaliaram João Victor Oliva e Escorial Horsecampline, cinco julgaram o conjunto com notas acima de 70%: 72,065% com a austríaca Susan Hoevenaars, 71,739% com o britânico Andrew Gardner e o sueco Magnus Ringmark, 70,652% com a norte-americana Janet Foy, 70,109% com o holandês Francis Verbeck. Hans-Christian Matthiesen, da Dinamarca, avaliou a dupla com a nota 68,370% e Katrina Wuest, da Alemanha, 68,261%.

Assim, João Victor Oliva e seu cavalo Escorial superam o 68.071%, que ele mesmo conseguiu nos Jogos do Rio-2016, a melhor nota do país até então. Na ocasião, o cavaleiro terminou em 46º lugar. O melhor resultado do Brasil no hipismo adestramento em Jogos Olímpicos pertence ao coronel Sylvio Marcondes de Rezende que, montando Othelo, ficou na 25ª posição em Munique 1972.

Segundo as regras da competição, os dois melhores colocados de cada um dos seis grupos avançam para a decisão. Além disso, as seis melhores notas seguintes também conseguem a classificação. A prova foi dividida em duas seções e, por isso, a classificação final de João e Escorial no Grand Prix seria conhecida no domingo (25). Os resultados de domingo ainda não haviam sido divulgados na publicação desta matéria, no entanto, o brasileiro já não tem mais chances de avançar à decisão.

“O resultado foi dentro do que esperava. Fiz um errozinho, em um zigue-zague a galope que tem peso dois. Mas estou muito contente, senti o cavalo muito bem lá dentro. Sempre tem alguma coisa para acontecer. Nunca é perfeita a prova, então a gente tem sempre que melhorar com os erros e aprender com eles”, avaliou João.

Mesmo não avançando para a decisão final no Grans Prix, o otimismo de João não foi abalado em nada seu otimismo. “Mesmo que a gente não se contente com o resultado, penso que tivemos uma pontuação boa. O cavalo está comigo há pouco tempo e ele se comportou muito bem lá dentro. Fui o primeiro a chegar na Vila Olímpica e o primeiro a competir do hipismo. O nº 1 está me perseguindo, quem sabe um dia eu fique em primeiro lugar no pódio”, brincou João, que acrescentou: “Cada ano que a gente melhora gradativamente já é uma conquista. Eu sou novo, então tenho muito tempo para chegar lá. Se a cada Olimpíada melhorar um pouquinho, quem sabe um dia chego entre os melhores e é para isso que vou treinar todos os meus dias”, concluiu o cavaleiro.

Fonte: Olimpíada Todo Dia/via assessoria
Foto: Luis Ruas/CBH

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