Os presidentes da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), Augusto Pestana, assinaram, em 20 de outubro, um novo convênio setorial para promoção das exportações da avicultura e da suinocultura do País.
O convênio é válido até 2023 e contemplará mentoria técnica e apoio para campanhas de imagem, workshops com stakeholders e ações especiais em feiras de diversos mercados-alvo para os setores exportadores de carne de frango, carne suína, carne de pato, ovos e material genético avícola.
Projeções de expansão

As perspectivas de negócios gerados apenas em ações em grandes feiras de alimentos apoiadas pelo convênio superam US$ 3,5 bilhões, conforme projeções da ABPA com base em convênios anteriormente firmados com a Apex-Brasil. Já em impactos diretos aos consumidores, os dados são ainda mais impressionantes.
Apenas duas ações realizadas pela parceria ABPA & Apex-Brasil nos mercados da Coreia do Sul e Japão em 2021 alcançaram cerca de 100 milhões de visualizações. De acordo com o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o convênio alcança resultados que superam a geração de divisas para o País.
Crescimento econômico do Brasil
“Falamos de impactos diretos na geração de emprego e renda para a população. Mais exportações significam mais investimentos e recursos circulando nos polos onde as indústrias estão instaladas, no interior do País. É um enorme impacto social”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.
Para o presidente da Apex, Augusto Pestana, “a parceria entre Apex-Brasil e ABPA é mais um impulso estratégico para que o setor exportador de carne de frango, carne suína, ovos, material genético de aves e carne de pato siga conquistando novos mercados, por meio da promoção comercial, do trabalho de inteligência e da articulação com os Ministérios das Relações Exteriores e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento”.
Exportações de ovos crescem 137,7%
Levantamentos da ABPA mostram que as exportações brasileiras de ovos (considerando produtos in natura e processados) totalizaram 7,329 mil toneladas entre janeiro e setembro, volume que supera em 137,7% o desempenho registrado no mesmo período do ano passado, quando foram embarcadas 3,083 mil toneladas.
Em receita, as exportações de ovos totalizaram nos nove primeiros meses de 2021 US$ 11,540 milhões, número 111,8% maior que o realizado no mesmo período de 2020, com US$ 5,450. Apenas em setembro, foram exportadas 650 toneladas, volume 122,5% superior ao efetivado no mesmo período do ano passado, com 292 toneladas. As vendas do mês geraram receita de US$ 1,480 milhão, número 35,6% maior que os US$ 1,092 milhão registrados no ano passado.

Os Emirados Árabes Unidos seguem como principal destino das exportações, com 4,406 mil toneladas exportadas entre janeiro e setembro, volume 367,7% maior em relação ao mesmo período do ano passado, com 942 toneladas. Em seguida estão Japão, com 649 toneladas (+185,8%) e Omã, com 271 toneladas.
“O setor de ovos tem intensificado sua participação no mercado internacional, ampliando estratégias de promoção internacional por meio da marca setorial Brazilian Egg. A principal aposta está nos Emirados Árabes Unidos, que é justamente onde há forte retomada das atividades. Ao mesmo tempo, o setor busca, com isto, reduzir os danosos impactos dos custos elevados de produção, que ainda penalizam toda a cadeia produtiva”, analisa Ricardo Santin, presidente da ABPA.
Fonte: ABPA
Crédito: https://portal.apexbrasil.com.br/
Crédito: Divulgação ABPA/Carolina Antunes
Crédito: Divulgação ABPA
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