Com sua textura macia e seu sabor levemente adocicado, a abóbora japonesa, também conhecida como kabocha, é requisitada nas mais variadas mesas. Abóboras pertencem à família das cucurbitáceas, que engloba também a melancia, o melão e o pepino, entre outros parentes. A kabocha é um legume híbrido, resultado da união entre as espécies máxima (moranga) e a moschata (menina brasileira). A combinação surgiu no Japão, onde a palavra kabocha é usada para designar abóboras em geral.
Uma das características marcantes dessa variedade é sua casca verde-escura, resistente e rugosa, que, por sinal, é um dos motivos do seu sucesso. “A casca bem dura facilita o transporte em longas distâncias, diminuindo o número de exemplares que chegam rachados”, explica a pesquisadora científica do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), Arlete Tavares de Melo. Ao escolher esse tipo de abóbora, uma dica é optar por aquelas com a casca sem brilho, sinal de que já estão maduras.
Mas, olhando pelo lado do produtor, o que ele busca ao escolher sementes de abóbora japonesa é, invariavelmente, boa adaptação para o plantio, rendimentos, geração de frutos uniformes de alta produtividade.
A lavoura do produtor Giovani Oliveira, em Lagamar (MG), é um exemplo dos bons números de rendimento da abóbora. O produtor destaca que planta anualmente uma média de 400 hectares da variedade, que é comercializada, principalmente, para São Paulo e Belo Horizonte, mas este ano também seguiu viagem para o Paraguai. “Escolhi a híbrida Takayama, da linha de alta tecnologia Topseed Premium, entre as outras abóboras, porque foi a variedade que mais se destacou em produtividade. O conjunto semente, adubação e parte técnica funcionou como um todo para gerar esse resultado”.
O especialista em cucurbitáceas da Agristar do Brasil, Rafael Zamboni, explica os fatores de destaque da variedade Takayama. “Alta rusticidade, rigidez de casca e espessura da polpa da abóbora são características que permitem a adaptabilidade a todas as regiões brasileiras e garantem qualidade para viagens de longa distância, além de mais tempo de prateleira nos supermercados”.
Em 90 hectares de área, a produtividade média da Takayama superou 36 toneladas de frutos vendidos, de acordo com o consultor técnico de vendas Topseed Premium, Douglas Santos Morais.
A variedade da Takayama está no mercado brasileiro há mais de 30 anos. E a Agristar, fundada em 1958, é uma das maiores empresas do país na produção e comercialização de sementes de hortaliças e frutas.
Fontes: Agristar/ Instituto Agronômico de Campinas (IAC)
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