Na análise de alguns números da redução no Estado do Mato Grosso e no Brasil chama a atenção a diminuição de área. No Mato Grosso, por exemplo, a área plantada final, de feijão-caupiem 2020 foi de 56,9 mil hectares. Este ano, esperava-se que pudesse chegar a 68 mil hectares, algo como 20,53 % maior. No entanto, o atraso na colheita da soja somado aos preços do milho, a cada dia a área encolhe e a diminuição poderá chegar a menos de 45 mil hectares. Sendo assim, em vez de aumentar a área 20%, ela poderá diminuir em 20%. Com o feijão-carioca no Mato Grosso vem ocorrendo o mesmo: 33 mil hectares com a expectativa que de pudesse se manter. Mas, as reduções apontam, agora, para menos de 28 mil hectares.
No passado, em todo o Brasil, a área de feijão-carioca segunda safra alcançou 407 mil hectares, segundo as contas da CONAB, e agora estimam que não ultrapasse os 387 mil hectares de feijão-carioca. E deverá ficar ainda menor! Isto gera boa perspectiva de ganho, afinal, o preço de soja e de milho já se sabe, mas dos feijões não, e isso é ótimo. Dentro do cenário que teremos pela frente, a conjuntura atual aponta indica que não haverá decepção em plantar feijão. Há uma conspiração que lembra a tempestade perfeita, onde tudo que pode dar errado está dando para termos uma safra menor e talvez muito menor durante o ano. Outro fator da tempestade perfeita é que, sempre que há crise econômica, itens básicos como o feijão têm seu consumo aumentado. Não se trata de ser hora de arriscar, contudo, sim, é hora de aproveitar e plantar.
Fonte: O Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE