Conforme decreto do governo estadual, todos os municípios paulistas devem regredir à fase mais restritiva da quarentena, a fase vermelha, que só permite o funcionamento de serviços considerados essenciais. As restrições entram em vigor no sábado (06/03) e vão até o dia 19 de março. A volta para a fase de ‘fechamento’ se deu em função do aumento de casos de covid-19 e a problemática de leitos nos hospitais. Distrito Federal, Paraná, Bahia, e Minas Gerais também adotaram tais medidas recentemente.
O panorama para o setor de frutas e hortaliças pode ser afetado, já que restaurantes e bares – importantes canais de escoamento dos hortifrútis, deverão suspender novamente suas atividades presenciais até o fim da restrição, com exceção do delivery. A situação é desfavorável para a saída de frutas, legumes e hortaliças muito procurados pelo food service. Trata-se de produtos mais perecíveis e a menor circulação de pessoas ao comércio não é positiva às vendas. No entanto, é preciso lembrar que o mercado brasileiro desse do setor de hortifruti poderá ainda contar nesse período – mesmo com alguma restrição e capacidade reduzida – com as feiras livres e demandas de escolas municipais e estaduais.
Por um lado, apesar das dificuldades logísticas, a cadeia de abastecimento de hortifrutis continuou ativa durante as fases mais restritivas, e isso desde o início da quarentena, em março de 2020. No entanto, os menores impactos da queda das vendas se deram nos hipermercados.
Fonte: Cepea