Brasil abre suas portas para tecnologia do Japão e de Singapura

O programa ScaleUp in Brazil, da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), trabalha no sentido de atrair tecnologia das empresas do Japão e de Singapura que queiram abrir negócio no país
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Brasil abre suas portas para tecnologia do Japão e de Singapura

A ideia do programa ScaleUp in Brazil, da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), é atrair empresas de alta tecnologia que tenham interesse em escalar a venda dos seus produtos ou soluções. Agora realizando sua terceira edição, a Agência recebe inscrições, até junho deste ano, de empresas do Japão e de Singapura que queiram abrir negócio no país.

Para a Coordenadora de Investimentos da ApexBrasil, Helena Bonna Brandão, “as dimensões e potencialidades do mercado consumidor do Brasil são um atrativo para empresários estrangeiros”. Ela explica que o objetivo é que tais empresas realmente venham se instalar aqui, trazendo seus produtos e serviços para o mercado brasileiro. “A busca é por países pequenos, que são conhecidos como Startup Nations, e que estão ranqueados no Índice de Inovação Global”, acrescenta a coordenadora.

Parcerias de negócios com empresas vindas de países como Japão e Singapura se tornam muito interessantes para o nosso agronegócio que tanto vem incrementando a economia nacional como adquirindo cada vez mais tecnologia de alto nível.

Apenas como informação, Singapura, na Malásia, entre Tailândia e Indonésia, tem sua economia de mercado baseada no capitalismo financeiro e industrial. Seus principais produtos de exportação são máquinas e equipamentos eletrônicos de última geração. Singapura é um país extremamente pequeno, sem recursos naturais e sem espaço para a agricultura, mas com uma economia que não para de crescer, especialmente por ser uma plataforma de exportação. Embora seja uma potência industrial e tecnológica, Singapura tem forte dependência de importação de alimentos, energia e matéria-prima, além de uma visível instabilidade econômica, uma vez que é um país extremamente dependente de capital externo.

Singapura é também um dos centros industriais mais importantes do mundo, sendo inclusive a sede de algumas grandes empresas como a MobileOne, a MediaCorp, a Singapore Airlines, a StarHub, a DBS Bank Limited, a Flextronics e a Creative Technology Limited.

Já o Japão, arquipélago de 6 852 ilhas, que se estende ao longo da Costa Leste da Ásia Oriental, possui uma economia altamente industrializada, apresentando grande aparato tecnológico. O país se destaca nos segmentos de eletroeletrônico, informática, robótica, automobilístico, entre outros. O Japão detém o segundo maior Produto Interno Bruto (PIB) do planeta, atrás somente dos Estados Unidos. Dentre as principais atividades industriais estão a engenharia automóvel, a eletrônica, a informática, a siderurgia, a metalurgia, a construção naval, a biologia e a química, com destaque para as indústrias com tecnologia de ponta nestes setores.

O Japão é também uma das nações líderes nos campos da pesquisa científica, especialmente de tecnologia, maquinário e pesquisa biomédica. Cerca de 700.000 pesquisadores dividem um orçamento de 130 bilhões de dólares para pesquisa e desenvolvimento, o terceiro maior do mundo. O país é líder mundial no domínio da pesquisa científica fundamental, tendo produzido treze prêmios Nobel, quer em física, química ou medicina, três Medalha Fields e um Prêmio Gauss.

Algumas das mais importantes contribuições tecnológicas do Japão são encontrados nas áreas de eletrônicos, automóveis, máquinas, engenharia sísmica, robótica industrial, óptica, química, semicondutores e metais. Japão é líder do mundo em produção e utilização de robótica, possuindo mais de metade (402.200 de 742.500) de robôs industriais do mundo, usado para a fabricação.

Programa ScaleUp in Brazil movimentando a cadeia brasileira de tecnologia

Segundo a ApexBrasil, a iniciativa do programa já trouxe US$ 9,9 milhões de investimentos de empresas israelenses. Entre elas, está a AgroScout, que presta serviços de monitoramento por drones para produtores e companhias dedicadas à proteção de plantios. O ScaleUp in Brazil é feito em parceria com a Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital (ABVCAP) e da Israel Trade & Investment Brazil (IT&I).

Na primeira fase, os selecionados terão uma visão ampla do mercado brasileiro, como por exemplo, regulação para abrir um negócio, sistema bancário, entre outras informações. O passo seguinte é um ciclo de imersão presencial no Brasil, seguido por um período de ajustes e reestruturações. Todo o processo dura 18 meses e inclui também encontros e rodadas de negociação com possíveis clientes e investidores. Os participantes também recebem consultorias sobre adaptações do produto, serviço ou solução.

 “É um programa de aceleração. Uma vez ela instalada aqui no país, ela vai trazer inovação, vai suprir um gap de necessidades da cadeia brasileira de tecnologia. Vai gerar novos empregos, vai trazer novas oportunidades de negócios, vai trazer também geração de renda, recolhimento de impostos para o governo, já que é uma nova empresa. Então ela se torna uma empresa brasileira. Esse é o objetivo do programa”, pontua a coordenadora da ApexBrasil.

Helena destaca que essa ambientação e apoio ao empresário estrangeiro é fundamental. “O Brasil é um mercado, um país, muito grande, com especificidades que não existem em outros países. Por exemplo, o próprio sistema tributário brasileiro, que é bem complexo. Existem tributos municipais, federais, estaduais, tributos aplicados a serviços, a produtos, e isso para um estrangeiro que quer abrir uma empresa aqui no Brasil é muito complicado”, exemplifica.

O primeiro ano do programa funcionou como um piloto com cinco empresas israelenses. A segunda edição foi totalmente online por conta da pandemia de covid-19 e dela participaram dez empresas. Na terceira edição, a expectativa é atender 20 empresas. “A gente faz uma seleção bem rigorosa. A empresa realmente tem que ter interesse de internacionalização aqui para o país”, conclui Helena.

Fonte: Redação MAB com apoio de informações da Agência Brasil/ApexBrasil

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